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| Nasce Uma Estrela | Crítica

Confira a crítica de Nasce Uma Estrela

O filme traz uma nova versão de Nasce Uma Estrela, sua última versão em 1977 com Barbra Streisand é um filme cultuado até hoje com uma das melhores releituras da época e da história. A nova versão tem a estreia de Bradley Cooper na direção, mas o mesmo atua no longa no papel principal.

O filme tem na escalação de Lady Gaga com uma das protagonistas, uma escolha questionável, devido a sua pouca experiência como atriz, mas falaremos de sua performance mais para frente. O longa desde sua primeira cena parece aquele filme cult que não irá te conquistar, mas na primeira cena entre Cooper e Gaga, isso muda. O filme sai de uma simples história para um épico primoroso.

Nasce uma Estrela não possui uma história datada, talvez seja por isso que todas as versões são elogiadas, mas por explicar uma cantora que busca seu espaço na cultura pop em um mundo surge divãs ou cantoras pop quase anualmente, torna a história contada em Nasce Uma Estrela.

Cooper faz uma releitura de Jackson Maine que possui um público formado e descobre o talento de Ally (Gaga) e percebe que ela pode ser maior que uma simples cantora de bar. Ele quer ajuda-la, mas ao mesmo tempo ele tem que lidar com diversos problemas pessoais. Estes problemas pessoais inclusive atrapalham o relacionamento com a cantora e sua carreira pessoal.

O filme tem o seu marketing pautado com se fosse apenas mais um musical romântico e fofo, mas a história contada aqui é muito maior, há momentos de riso, choro e canções originais que impactam e melhorar a cena cada vez que são executadas, primoroso o trabalho de edição de som e fotografia, ele traz uma forma real, mas a qualidade é de estúdio.

Bradley Cooper mostra muita competência na direção e na montagem final do filme, temos aqui uma lição de como montar um filme de uma forma que encanta e emociona na cena seguinte, além de uma atuação irretocável, ele se transforma a cada mudança na vida de Jackson, não seria nenhuma loucura ele ter uma indicação de melhor diretor e ator pelo mesmo filme.

A atuação de Gaga também é inquestionável, ela se desfaz de seu alter-ego do palco e entrega uma personagem magnífica de uma forma tão natural e realista que a construção da estrela aqui é muito bem realizada e usa todo o potencial de Gaga e não só no palco, ela demonstra que pode ser sim uma excelente atriz.

A trilha sonora original que embala diversas cenas é perfeita e sem aquela forma melodramática dos musicais, todas tem um peso e uma emoção pra passar ao espectador, elas encantam e preenchem a tela e utilizar elas para mostrar os crescimentos dos personagens era arriscado, mas o roteiro consegue se sobressair.

O filme vale totalmente a pena e se leva a sério de uma forma digna, você espera que ele vá para um caminho e ele se transforma a cada ato e música a carga emocional muda e traz um excelente filme.

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| Pantera Negra | Crítica

Confira a crítica de Pantera Negra

O personagem Pantera Negra (Chadwick Boseman) apresentado em Capitão América: Guerra Civil (2016) ganha em 2018 seu filme solo ou de origem. Vejamos como o rei T’challa se saiu.

Percebemos logo no início do longa que ele irá respirar toda a atmosfera africana, mesmo ao retratar um país africano fictício Wakanda, as cores, dialetos, culturas e comportamentos serão utilizados em Pantera Negra, a diversidade apresentada nesse longa é com certeza um dos melhores pontos. Em cada cena temos o continente representado.

O filme é baseado nos arcos clássicos do personagem no arco atual chamado “Uma Nação sobre nossos pés” onde T’challa deve ser o rei e Pantera Negra que Wakanda merece e são dois cargos muito pesados, mas os aliados do rei o ajudam deixar tudo mais crível e leve.

Ryan Coogler (Creed: Nascido para lutar) traz uma nova atmosfera ao novo filme da Marvel Studios, ainda não vista, pois ele trabalha diversos elementos, não só fantásticos e sim totalmente baseados na realidade. O vilão é um bom exemplo, Killmonger (Michael B. Jordan) busca apenas o que é de seu direito, nada além disso e percebemos durante o longa que seus motivos são totalmente verdadeiros e que o local e seu desejo o moldou dessa forma.

O elemento de apoio também é muito bem utilizado pelo diretor, Leticia Wright (Shuri), Lupita Nyong (Nakia) entre tantos outros são muito bem utilizados, o elenco feminino principalmente, nada de sexo frágil ou menosprezo pela parte feminina, como nos filmes anteriores. Elas salvam a cena e partem pra cima pra resolver qualquer problema que apareça. Oboye (Danai Gurira) e suas Dora Milaje que o digam.

Pantera Negra consegue ser muito diferente do que foi mostrado nesses 10 anos de Marvel Studios, o filme não é moldado em cima de alívios cômicos ou um personagem mais engraçado, um vilão que quer dominar o mundo e ameaças globais. Pantera fala em proteger os que estão próximos a você a todo custo, que sua tradição, família e cultura veem acima de tudo e se dá pra dar uma risada ou outra tudo bem, a história que se conta é muito mais importante que isso tudo.

O filme é tão bem feito e executado que o único problema é o uso do 3D que é usual, mesmo em uma sala IMAX, a ausência desse recurso não muda em nada o incrível filme que Pantera Negra é. Pode assistir em 2d que você não irá se arrepender.

Falar que é o melhor filme da Marvel, é complicado afinal são muitos filmes, e feitos em épocas diferentes, mas falar que é um dos melhores filmes de origem, isso não é nenhuma loucura, Pantera traz uma história que mesmo uma pessoa que é alheia ao mundo dos quadrinhos irá se identificar neste filme uma boa história, com elementos fantásticos bem colocados, porém com uma excelente história pra contar.

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