Filme retrata a luta do general francês que inspirou e mobilizou os que se recusavam a aceitar a ocupação alemã para lutarem por uma França livre. Longa é o primeiro filme confirmado no festival.

Entre 29 de outubro e 11 de novembro nos cinemas de todo o país, é o único evento nacional dedicado à cinematografia francesa realizado simultaneamente nos cinemas de todo o país. Exibido fora da competição no Festival de Cannes deste ano, “De Gaulle: A França Livre” já arrecadou mais de 40,4 milhões de dólares (cerca de R$ 202 milhões de reais) nas bilheterias francesas, ultrapassando a marca de cinco milhões de espectadores e consolidando-se como um grande sucesso de público.
Em duas partes, totalizando quase cinco horas de duração, “De Gaulle: A França Livre – Parte 1” e “De Gaulle: A França Livre – Parte 2” retratam a luta do general francês que inspirou e mobilizou os que se recusavam a aceitar a ocupação alemã para lutarem por uma França livre. O filme é baseado no livro “De Gaulle: uma certa ideia da França”, do historiador Julian Jackson. Os longas foram lançados nos cinemas franceses em 3 de junho e 3 de julho, respectivamente. No Brasil, a distribuidora é a Synapse Distribution.
A história começa em junho de 1940, quando a França entra em colapso e assina o armistício. Em meio ao caos, um homem se recusa a desistir. Sozinho e contra todas as probabilidades, o general De Gaulle segue para Londres para salvar o que resta da liberdade. Sem exército, sem apoio, sem esperança, mas com uma convicção irracional: a França, a sua França, não depôs as armas.
Arriscando tudo, ele busca convencer o mundo de que a batalha pela liberdade da França não acabou, nem está perdida. A realidade, porém, é implacável e parece determinada a provar que ele está errado. Contudo, pouco a pouco, combatentes da resistência, estudantes rebeldes e soldados determinados se levantam na Inglaterra, na França e na África para se juntar à causa. Sua fé, audácia e sede de liberdade desafiam o que a história parecia ter escrito de antemão.
No elenco, estão nomes com o Simon Abkarian, como De Gaulle; Simon Russell Beale, como Winston Churchill; Niels Schneider, interpretando o General Philippe Leclerc de Hauteclocque; Benoît Magimel como o General Pierre Koenig; Félix Kysyl como Jean Moulin; Anamaria Vartolomei como Liviam integrante da resistência francesa; Mathieu Kassovitz como Almirante François Darlan e Thierry Lhermitte como o General Henri Giraud.
Em entrevista para divulgar a produção, que teve estreia mundial no 79º Festival de Cannes em maio último, o diretor Antonin Baudry ressaltou: “Eu queria mostrar o De Gaulle de 1940. Um homem solitário, que as pessoas que o conhecem consideram um pouco louco por ter um ideal cavalheiresco, uma espécie de amor cortês por uma criatura chamada França. Para ele, a França é uma Madona que não pode ser fraca, nem se render, nem capitular, nem ser subjugada ou ocupada.”
Com o filme, Baudry diz esperar alcançar os jovens, uma geração que acredita se identificar com De Gaulle. “Eu queria falar com a juventude de hoje sobre esse sentimento de sermos oprimidos por forças muito poderosas ao nosso redor. Porque é algo que eles estão vivenciando hoje, talvez até mais do que nós, adultos. E algo do qual eles podem querer se inspirar”, acredita.
Diretor e roteirista, Antonin Baudry foi diplomata, tendo ocupado cargos como embaixador da cultura francesa, presidente do Instituto Francês, e conselheiro cultural da França nos Estados Unidos. Seu primeiro filme, “O Chamado do Lobo/”Le Chant du Loup”, integrou a programação do Festival Francês – antigo Varilux – em 2019. Lançado nos cinemas na França, foi um sucesso de crítica e de público, tendo sido distribuído em mais de 50 países. No elenco estav nomes como François Civil, Mathieu Kassovitz, Reda Kateb, Omar Sy, Paula Beer e Damien Bonnard. Centrado e baseado no som e em um universo acústico, o filme recebeu o Prêmio César de Melhor Som em 2020.
O Festival de Cinema Francês do Brasil tem apoio de Varilux – marca do grupo Essilor Luxottica – como “patrocinador master” e patrocínios do banco BNP PARIBAS, da EDENRED, do FAIRMONT e da AIR FRANCE, além do Ministério da Cultura – por meio da Lei Rouanet, e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros essenciais são as Alianças Francesas, a Embaixada da França no Brasil, além das distribuidoras dos filmes: Autoral, Bonfilm, Califórnia, Fênix, Synapse Distribution e Pandora, os exibidores de cinema independente e as grandes redes de cinema comercial.