Teatro

Mailim e Sr. Stockler nas Artes do Tempo | Apresentações gratuitas são confirmadas

Musical terá apresentações gratuitas em Marechal Hermes e Vila Kennedy, com Libras, audiodescrição e ações de formação em escolas públicas da Zona Norte.

Uma menina de 10 anos, um gatinho cientista, uma máquina do tempo e uma missão que pode mudar a história do Brasil. É a partir dessa aventura que o musical infantojuvenil “Mailim e Sr. Stockler nas Artes do Tempo” convida crianças e famílias a conhecerem a história da liberdade, da cultura e das artes brasileiras. O espetáculo, escrito, dirigido e produzido por Gizzela Mascarenhas, estreia no dia 22 de agosto, às 16h, no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, com ingressos gratuitos.

O texto do espetáculo foi vencedor, em 1º lugar, do Prêmio Funarte de Dramaturgia – 200 Anos de Artes no Brasil, em 2021, e posteriormente publicado pela Funarte. Agora, a dramaturgia chega aos palcos em uma montagem musical que utiliza fantasia, humor, aventura e música para aproximar o público infantojuvenil da memória e da produção artística brasileira.

Na história, o ano é 3035. Mailim é uma menina de 10 anos muito inteligente que recebe da escola uma tarefa: escolher um país de qualquer planeta e pesquisar como aconteceu o processo de liberdade de seu povo e de sua cultura. Ela escolhe o Brasil, no planeta Terra, e pede ajuda ao seu gatinho, Sr. Stockler, um cientista que constrói um transportador interestelar capaz de atravessar o tempo por portais interdimensionais.

Na viagem atravessam diferentes períodos históricos e encontram artistas importantes para a evolução das artes no Brasil. Entre situações de ação, suspense, humor e muita música, os personagens descobrem que a liberdade não está apenas nos livros de História — mas também na possibilidade de conhecer, criar, imaginar e transformar.

História, arte e educação

Mais do que contar uma aventura através do tempo, “Mailim e Sr. Stockler nas Artes do Tempo” propõe uma reflexão sobre a importância da educação e das artes na formação das crianças.

A montagem também busca contribuir para a democratização do acesso à cultura e para a valorização da memória brasileira, especialmente do Rio de Janeiro, homenageando diferentes manifestações e personagens fundamentais para a construção das artes no país.

O projeto tem ainda uma forte atuação junto à rede pública de ensino. Como parte das ações, foram realizadas seis oficinas de fantoches em escolas públicas da Zona Norte, voltadas para crianças de 6 a 13 anos. Nas atividades, os estudantes interagem com cinco personagens da peça, criam histórias e músicas e são estimulados a desenvolver a imaginação e a expressão artística.

As oficinas foram realizadas nas escolas EM Bento Ribeiro, EM José Paulino, EM Isabel Mendes, EM Anne Frank, EM Senador Corrêa e EDI Casa da Criança, conduzidas pela artista-multiplicadora Gizzela Mascarenhas.

O projeto também promove dois Diálogos em Roda no Centro de Tradições Ylê Asè Egi Omim, reunindo diferentes gerações e tendo como público prioritário mulheres e povos tradicionais de matrizes africanas, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade sociocultural.

Acessibilidade como parte da experiência

A acessibilidade é outro elemento integrado à montagem. As sessões terão tradução em Libras, enquanto a estreia, no dia 22 de agosto, contará também com audiodescrição e acolhimento para pessoas com deficiência.

Com classificação livre, o espetáculo foi pensado para crianças de até 13 anos, mas é aberto a toda a família. 

“A proposta é transformar a ida ao teatro em uma experiência de descoberta, mostrando aos pequenos que conhecer o passado pode ser também uma maneira de imaginar e construir o futuro”, afirma Gizzela, idealizadora do projeto. 

Este espetáculo contemplado no Edital Fluxos Fluminenses é uma realização do Governo Federal, Ministério da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa através da Política Nacional Aldir Blanc..

Serviço

MAILIM E SR. STOCKLER NAS ARTES DO TEMPO

26 de agosto, às 13h

Sessão para escolas e aberta ao público.

27 de agosto, às 11h

Sessão aberta ao público.

27 de agosto, às 15h30

Sessão aberta ao público.

Teatro Mário Lago – Vila Kennedy

28 de agosto, às 13h

Sessão aberta ao público.

Ingressos: gratuitos, retirados na bilheteria do teatro até a lotação da casa.

Classificação etária: Livre

Duração: 1h10

Gênero: Musical infantojuvenil

Idealização, texto, direção e produção: Gizzela Mascarenhas

Elenco: Areias Herbert, Camillo Oliveira, Dautinho Torquato, Gizzela Mascarenhas, Ju Marins, Luã Batista, Mara Uchoa e Ricardo Guimarães.

Músicos: Camillo Oliveira e Dautinho Torquato

Letras: Gizzela Mascarenhas

Melodias: Gizzela Mascarenhas e Dautinho Torquato

Arranjos: Dautinho Torquato

Coreografias e movimento: Areias Herbert

Preparação vocal e de canto: Wendell Pereira

Iluminação: Zezinho da Luz

Figurino: Gorette Bezerra

Assistência de produção: Mara Uchoa e Zilian Pedreira

Design: Saulo Lima e Eugeniusz Kowalski

Operação de som e projeção: Beat Sound

Fantoche: Cecília Godinho (Ateliê Eternamente Criança)

Tradução em Libras: Angel Libras

Audiodescrição e acolhimento de PcD: Fran Dutra Acessibilidade

Apoio cultural: Centro de Artes Calouste Gulbenkian e Grupo Nós do Morro.

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