Com direção de Murillo Basso, espetáculo de teatro e dança Brecha homenageia os mestres Klauss e Angel Vianna e mergulha nas memórias da artista, num encontro sempre inédito com o público

A atriz e bailarina Mariana Muniz celebra seus 50 anos de trajetória artística no solo Brecha, com direção de Murillo Basso, que estreia no Galpão do Folias dia 3 de setembro, seguindo em temporada até 13 de setembro, de quinta a domingo, às 19h30 (uma sessão extra acontece no feriado do dia 7, também às 19h30).
O solo é uma criação cênica, na linguagem do teatro e da dança, que celebra sua trajetória de 5 décadas nas artes cênicas e faz uma homenagem aos mestres Klauss e Angel Vianna, que tiveram grande importância na história de Muniz.
O trabalho se recria constantemente ao corporificar intensidades, vivências e experimentos do processo de formação como educadora somática, no Body Mind Movement, na vida de treinamentos com Klauss e Angel Vianna e em sua longa carreira como atriz, em contato com textos e diretores reconhecidos.
Sob a direção de Murillo Basso – ator, bailarino e diretor com quem Mariana Muniz trabalhou em Agnes de Deus (peça teatral em cartaz no Teatro Aliança Francesa, em 2023) – e acompanhada por uma equipe técnica que se abre para o jogo, Mariana cria espaço para um mergulho em suas memórias, navegando por sentimentos, pensamentos e sensações psicofísicas, que se renovam a cada apresentação, num encontro sempre inédito com o público.
Brecha faz parte do projeto MarianaMuniz50, contemplado pela 38ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo e é composto por três eixos de ação:
- Memória, com publicação de livro comemorativo dos 50 anos de atuação cênica, em novembro deste ano.
- Educação, com realização de oficinas e residências artísticas.
- Cena, com a circulação do espetáculo “Das Tripas: Sete Histórias”, e a criação e estreia de “Brecha”.
Sobre o projeto
Algumas questões mobilizam esta criação a cada vez que ela acontece:
- Como Mariana se movimenta cenicamente, com 68 anos, em contato com as ideias de Klauss e Angel Vianna, os mestres que mudaram a maneira de pensar/sentir sua relação com a dança e o teatro?
- Como exercitar uma postura em relação à memória, que não seja aquela do arquivo parado no tempo, mas sim de um sistema dinâmico, instável, em constante transformação e re-criação?
- Como lançar-se radicalmente no presente e permitir que o corpo atue como mediador de informações e intensidades que atravessam passado, presente e futuro?
- O que é o corpo da artista? Onde ele está? Qual a sua voz?
- Quando as falas, os movimentos e os gestos dançados são fundamentais para fazer emergir no corpo do espectador sensações e pensamentos que o coloquem em sintonia com a estrutura narrativa de cada apresentação?
- Quando o texto falado, a rede de palavras se torna imprescindível para abrir os sentidos da dramaturgia em movimentos dançados?
Brecha é uma comunicação cênica onde a relação palavra-movimento-observador é de natureza fluida, assim como acontece em nossa realidade corporal total, enquanto organismo vivo, pulsante.
O projeto contou com a participação de duas discípulas/mestres na técnica Klauss Vianna, no papel de “provocadoras cênicas”: Jussara Müller e Neide Neves – professoras pesquisadoras no Curso de Especialização em Técnica Klauss Vianna.
Jussara Müller também é diretora e Professora do Salão do Movimento, em Campinas- SP. Neide Neves é professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo –PUC/SP.
Serviço
Brecha, com Mariana Muniz
Temporada: 3 a 13 de setembro de 2026*
De quinta a domingo, às 19h30
*Sessão extra no dia 7/7, às 19h30
Galpão do Folias – R. Ana Cintra, 213 – Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada)
Vendas online por meio da plataforma Sympla e presenciais na bilheteria do teatro (aberta 1h antes do início da sessão)
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos