Teatro

A Moratória | Espetáculo ganha nova temporada

Dia 3 de julho (próxima sexta) estreia a nova temporada da peça A Moratória, no Teatro Dulcina. Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação.

O clássico “A Moratória”, de Jorge Andrade, chega à sua terceira temporada. Dessa vez, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro, de 3 a 19 de julho de 2026, integrando a programação da Funarte. A montagem teatral – que já ocupou o Teatro dos 4 em março e a Casa de Cultura Laura Alvim em junho – é realizada pela ArKano Produções em parceria com a Cia. Churros de Polvo e tem ingressos a preços populares e propõe uma leitura contemporânea de um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira.

Com direção de Daniel Herz, o espetáculo reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café. O projeto tem como proponente o produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou a Cia. Churros de Polvo e Daniel Herz para levar à cena o clássico do teatro brasileiro, propondo uma leitura contemporânea da obra.

Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a crise do café de 1929, o texto expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.

O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de contextualização e imersão histórica, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.

Como parte desse processo, os atores visitaram diferentes lugares ligados à história do café e à formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, edifício que já abrigou a antiga Bolsa de Valores, além de diversos pontos históricos da cidade. Entre os locais visitados estão também a Floresta da Tijuca e o Parque Lage, áreas que no século XIX sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.

A pesquisa seguiu para o Vale do Café, com destaque para a cidade de Vassouras. O elenco visitou a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário originais de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao ciclo do café.

O espetáculo é interpretado por Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza. E, como escolha dramatúrgica da encenação, os personagens Lucília, Marcelo e a tia Elvira são interpretados em sistema de revezamento entre os integrantes da companhia, permitindo que diferentes presenças revelem novas camadas desses papéis ao longo da temporada.

SERVIÇO

A Moratória

Apoio: Funarte

Local: Teatro Dulcina (R. Alcindo Guanabara, 17, Condomínio do Edifício Teatro Regina, Centro, Rio de Janeiro/RJ )

Temporada: 3 a 19 de julho de 2026 (exceto em dias de jogo do Brasil na Copa)

Horários: Quintas, sextas e sábados, 19h | Domingos, 18h

Classificação: 12 anos

Ingressos:R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Link para compra de ingresso: Carlos Eduardo Muniz Regis em Rio de Janeiro – Sympla

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