Cinema, Crítica de Filme

Uma Família Feliz | Crítica

O suspense brasileiro Uma Família Feliz é um ótimo filme para quem gosta de mistério somado a um plot twist de cair o queixo.

Crédito: Divulgação

Dirigido por José Eduardo Belmonte (As Verdades) e roteirizado pelo mesmo autor do livro base, Raphael Montes (Bom dia, Verônica), o novo filme de suspense brasileiro é extremamente bem construído e sabe exatamente onde quer chegar, deixando pequenas pistas pelo caminho que são imperceptíveis assistindo apenas uma vez.

O casal principal do filme é interpretado por Grazi Massafera (Bom Sucesso) e Reynaldo Gianecchini (Bom Dia, Verônica), além de um ótimo elenco infantil dando vida as gêmeas, Juliana Bim e Luiza Antunes, que juntos formam um pequeno grupo de atores que conseguem sustentar o filme praticamente sem ajuda de coadjuvantes, apenas focando na rotina dentro da casa da família que aos poucos se torna um palco de tragédias.

O filme começa com uma cena impactante, que supostamente reune 3 mortes em sequência, já nos trazendo a impressão que sabemos quem é a assassina do filme, só não sabemos ainda suas motivações. Então, voltando no tempo, começamos a acompanhar quando Eva (Massafera) da à luz ao seu primeiro filho biológico, Lucas, e acaba caindo em uma depressão pós-parto enquanto tenta conciliar seu trabalho de criação de “bebês reborn” com a rotina agitada de cuidar de 3 crianças, enquanto Vicente (Gianecchini) é um advogado em ascensão que por vezes a menospreza.

Crédito: Divulgação

Misteriosamente, o recém-nascido e as duas filhas do antigo casamento de Vicente, Angêla (Juliana Bim) e Sara (Luiza Antunes), aparecem machucados e com marcas estranhas em formato de coração pelo corpo, e a principal suspeita se torna Eva, que na atual situação psicológica, suspeita até de si mesma. Assim, o filme entra em uma bola de neve de acontecimentos estranhos, que nos faz criar teorias de quem é o verdadeiro agressor e se a morte da antiga esposa de Vicente está relacionada com esse mistério.

Com uma trilha sonora que se torna elemento chave para a trama, criando um clima de terror psicológico intenso, além do jogo de câmeras que cria um aspecto de solidão e distorção da realidade para Eva, este longa é uma grande surpresa pro cinema brasileiro, chegando no mesmo patamar de filmes internacionais do gênero.

Nota: 5/5

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