Asteroid City segue um caminho muito diferente do que estamos acostumados a ver em filmes de ficção científica, visto que ele mesmo se satiriza, sendo um tiro no escuro que acabou sendo certeiro. Confira a crítica completa.

Dirigido por Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste), Asteroid City é um filme que não se leva a sério, trazendo uma comédia disfarçada de ficção científica em que não conseguimos entender exatamente aonde o diretor quer chegar, mas é agradável.
Com tantos atores famosos, premiados e talentosos, não tem como criticar negativamente o elenco, que consegue ser sério e cômico ao mesmo tempo, mantendo o clima enigmático que o filme requer. Como vemos várias pequenas histórias se passando ao mesmo tempo dentro da cidade fictícia de Asteroid City, fica difícil identificar um protagonista, mas com destaque para Jason Schwartzman (Augie), Scarlett Johansson (Midge Campbell) e Jake Ryan (Woodrow), e com um elenco coadjuvante de peso, como Tom Hanks (Stanley), Edward Norton (Conrad Earp), Maya Hawke (June), Sophia Lillis (Shelly), Steve Carell (gerente do hotel), Jeffrey Wright (general Grif), Willian Dafoe (Saltzburg), entre outros.
O filme surpreende quando é narrado como uma peça de teatro famosa dos anos 1950, dividida em 3 grandes atos, fazendo o longa oscilar entre cenas em preto e branco: realidade, mostrando os bastidores e a vida pessoal dos atores e diretor da peça; e cenas extremamente coloridas e saturadas: a narrativa da peça numa pequena cidade do deserto, onde um recém-viúvo vai com seus 4 filhos para uma convenção de jovens cadetes espaciais, e conhece uma atriz famosa que está de passagem, até que um extraterrestre surge e toda a cidade é colocada em quarentena.

Este filme pode ser resumido por um único diálogo, onde o ator da peça questiona no que está atuando, visto que ele não entende o propósito e a mensagem da obra, e o diretor diz: “apenas continue contando a história”, e essa é a mensagem central do filme, pois mesmo que nos esforcemos pra entendê-la, no fim ela é apenas a imaginação de Wes Anderson sendo contada.
A fotografia e os cortes de câmera realmente nos deixam imersos como uma verdadeira plateia de teatro, onde os cenários realmente parecem 2d, além da apresentação e descrição dos personagens no começo, criando uma narração de fundo como vemos nas apresentações teatrais.
É cômico como fazem o ET ser uma figura “tosca”, que arranca boas risadas dos telespectadores quando aparece pela 1ª vez em cena, por conta de sua aparência que parece que foi tirada de um desenho infantil, o que faz sentido visto que depois vemos nos “bastidores” um homem se fantasiando e se tornando o próprio para entrar em cena na peça.
Com uma narrativa quase sem sentido, pequenas aparições de grandes nomes, como Margot Robbie e Seu Jorge e os testes de bomba atômica que faziam no deserto próximo da cidade de Asteroid, fazendo referência clara a Oppenheimer, da mesma distribuidora (Universal Pictures), este filme consegue prender a atenção e tirar boas risadas do público.
Nota: 3/5
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