Oppenheimer é um filme complexo, que trata de temas importantes e é visualmente lindo, além de ser uma narrativa baseada em fatos reais contada por outro ponto de vista. Confira a crítica completa.

Dirigido por Christopher Nolan (Interestelar) e estrelado por Cillian Murphy (Peaky Blinders, Um lugar silencioso parte 2) este filme traz uma história já conhecida mundialmente, mas contada de um forma diferente e com elementos de ficção que são tão bem construídos que nos prendem por longas 3 horas.
O filme oscila entre momentos diferentes do passado e o presente, o que as vezes pode confundir o telespectador que não sabe a cronologia perfeita, além de ser extremamente norte-americanizado, mas que tem tantos acertos que elimina qualquer chance de ser realmente criticado negativamente.
Com um elenco de peso como este é fácil elogiar as perfomances, mas com destaque para Robert Downey Jr (Lewis Strauss), Matt Damon (Leslie Groves), Tom Conti (Albert Einstein) e Emily Blunt (Kitty), além do nosso protagonista, Cillian Murphy (J. Robert Oppenheimer), claro.
A narrativa fala sobre política, guerra, romance, problemas psicológicos, sabotagem, mas tudo gira em torno da criação da bomba atômica que destruiu Hiroshima e Nagasaki em 1945. É óbvio a mudança radical que Oppenheimer apresenta quando se sente culpado pela morte de milhares de inocentes no Japão, em que expressa que está com sangue nas mãos, o que traz inúmeras crises de ansiedade para ele.

Florence Pugh (Jean Tatlock) tem pouco tempo de tela, em sua maioria com cenas de nudez e sexo, mas se torna uma personagem importante pra história do protagonista, principalmente depois de sua morte e seu envolvimento na política.
A fotografia é visualmente encantadora, mostrando as luzes e as cores de forma vibrante, além de ter uma sonoplastia invejável, que por vezes estremece a sala de cinema com o som das explosões, além de saber o momento exato de transmitir aflição e ansiedade ao telespectador que compreende melhor a sensação do protagonista.
Este é um filme sério, psicológico e às vezes agoniante, que deveria receber uma classificação indicativa maior do que a que tem (-13), e provavelmente concorrerá à várias categorias do Oscar, pois supera as expectativas impostas a esse gênero de drama e guerra.
Nota: 5/5
Contato: Naoparecemaseserio@gmail.com.
Análise perfeita do filme.
Fez uma otima crítica, pontuou de forma precisa sobre os principais elementos retratados no filme. Parabéns pelo trabalho, Brenda!
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Obrigado pelo elogio. Vou passar para ela.
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