Cinema, Crítica de Filme

| Coração Ardente | Crítica

Coração Ardente foca no documental e não na trama principal, o que prejudica a empatia do público com a história

Coração Ardente conta a história de Lupe Valdés (Karyme Lozano), uma escritora de sucesso que investiga as aparições do Sagrado Coração de Jesus, em busca de inspiração para o seu próximo romance. Guiada por Maria (María Vallejo-Nágera), perita em mistérios, Lupe descobrirá as revelações de Jesus a Santa Margarida Maria de Alacoque e encontrará santos, assassinos, exorcistas, papas, presidentes e conspiradores. Por meio de sua pesquisa, Lupe também descobrirá os segredos do seu próprio coração, afligido por velhas feridas que precisam ser curadas.

O filme dirigido por Andrés GarrigóAntonio Cuadri passa para o espectador a sensação que ele verá um filme que abordará os conceitos religiosos, com ênfase no Sagrado Coração de Jesus, mas não é assim que tudo ocorre, principalmente em alguns atos.

Lupe vê no sagrado a oportunidade de uma grande história, de contar os milagres e a história para quem não conhece. Condiz com a trama, porém vemos um tom documental demais que permeia muito tempo de tela, por mais que seja importante, há diversos excessos. 

As explicações trazem uma linha do tempo do elemento cristão, com ênfase em dados atuais, e milagres recentes. E estes trechos seguem a cartilha do documentário, de imagens do entrevistado e ele falando para a câmera. O material é ótimo, principalmente por focar na história do sagrado. 

Com isso a história ficcional que é grande no início, vai perdendo espaço. E mesmo introduzindo novos personagens como a mãe e pai da protagonista, eles ficam restritos a pequenos pontos de virada e arcos dramáticos, que mesmo que sejam bons, não geram empatia dos espectadores, pois eles pouco aparecem.

Ao menos temos uma parte documental detalhada, mostrando o espectro global do sagrado (O Brasil aparece), mostrando como a fé cristão está presente, e como a devoção sobre o coração é alta não importando a parte do globo em que olhamos. 

Além da parte ficcional perder espaço, ele acaba se fixando nos clichês de filmes religiosos, de mostrar a fé aflorar em momentos de crise. O drama também segue por caminhos previsíveis, de falar do luto, da perda e da superação em momentos difíceis.

O tom sobressair da protagonista incomoda em muitos momentos, principalmente pelo fato dela estar construindo algo sobre o coração, em um livro. Claro que as histórias auxiliam os que querem conhecer ou não o conhecem. Coração Ardente é um longa genérico sobre um elemento da fé cristã, que fica o longa inteiro explicando sua origem e pouco fala da história ficcional. É um longa interessante e explicado, mas apenas isso.

Nota: 1/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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