Cinema, Crítica de Filme

| O Sequestro | Crítica

O filme promete um protagonismo feminino, mas entrega uma narrativa em diversas falhas e com vilão sem objetivos claros. Confira a crítica completa do filme que acabou de chegar nas plataformas digitais.

Em O Sequestro somos apresentados a Zara (Gillian White) e Brian (Michael Jai White) um casal comum, quando sua enteada é sequestrada descobrimos que ela tem uma passado obscuro que envolve Patrick (Mickey Rourke).

O longa dirigido por Christian Sesma (O Desertor) promete uma narrativa de ação, protagonizada por uma personagem feminina. E nos primeiros atos ainda temos essa promessa, mas quando entendemos que aquela madrasta esconde um passado. O longa desanda.

Ele falha em explorar o passado do protagonista, principalmente em deixar claro que ele é pesado e complicado. Tudo aqui é resolvido com um diálogo ou uma desculpa esfarrapada. Não há peso dramático nessas cenas e muito menos gera empatia do espectador. Havia espaço para mais narrativas.

No material de marketing e trailers se imagina que teríamos uma personagem feminina forte. Principalmente ao desencadear os eventos do filme, percebemos que Zara possui habilidades de luta e é determinada em seu trabalho. A história fraca não ajuda a personagem a crescer e se desenvolver conforme a história avança;

O mesmo pode ser dito do vilão Patrick de Mickey Rourke, ele preenche a tela, tem um tempo de tela, mas é pouco explorado nas explicações. Não entendemos suas obsessões e seus motivos em sequestrar jovens durante tanto tempo e não ser encontrado pela polícia.

Até mesmo a polícia tem problemas, eles pouco agregam na subtrama. E os pais desesperados acabam conseguindo informações muito antes da polícia, faltou um pouco de timing para aproveitá-los melhor.

O Sequestro pode ter problemas, mas tem excelentes lutas, o casal sabe como brigar e as lutas coreografadas trazem referências do cinema atual. Zara não tem uma grande narrativa, mas sabe como derrotar seus inimigos. Tanto as lutas delas como as do marido são ótimas. Uma das poucas coisas boas neste longa.

O roteiro Zach Zerries acerta na linearidade dos fatos e no ritmo, mas erra no primordial, nas explicações. Ele tem dificuldade de dar detalhes muitas vezes essenciais, que ajudariam a entender a jornada de Zara principalmente e os motivos da obsessão de Patrick com ela.

O núcleo familiar é interessante também, os três juntos passam naturalidade nas câmeras, e o fato deles serem como uma família comum, da filha ir aos poucos ir aceitando a madrasta Zara e sua relação mais profunda com o pai. Mesmo com os diálogos escassos tem uma boa relação familiar.

A divisão de duas tramas, da família e das meninas sequestradas, é explorada no início para mostrar que eles continuam com este processo, mesmo após anos. A junção entre as duas ocorre no sequestro que dá nome ao filme, e percorre bem neste sentido. 

Sabe aquele filme que parece ser incrível, com uma história de ação intensa e de alguma forma diferente? Essa é a atmosfera que O Sequestro traz, de um filme com uma boa trama e lutas, mas ele entrega apenas a segunda opção. E falta muito para ser considerado com um filme de seu gênero.

Nota: 1/5

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