Confira a crítica de ‘Liquid Voices: A História de Mathilda Segalescu’

Liquid Voices trata-se de uma ópera filmada com um recorte mais cinematográfico, há uma preocupação maior nos enquadramentos, nas narrativas cantadas e um senso de história com começo, meio e fim.
As performances são mais valorizadas aqui na câmera, mas é uma ópera da forma que esperamos. A história apresentada aqui mostra imigrantes europeus buscando refúgio na palestina durante a segunda guerra mundial, mas há um naufrágio onde a protagonista Mathilda (Gabriela Geluda) conta como tudo ocorreu.

Enquanto há essa contação de história, percebemos toda a preocupação da equipe de filmagem em fazer o enquadramento correto enquanto os há a movimentação do que estão em cena, mesmo que haja aquelas cenas que são próprias do espetáculo, como quando eles ‘encaram a plateia’.
Esse seja justamente o principal problema de Liquid Voices, ele pode até ter equipamentos e uma boa equipe de bastidores, mas conforme avançamos na narrativa, percebemos uma que se trata apenas da filmagem da apresentação, com um recorte mais cinematográfico.

Claro que os atores em cena mostram em diversas cenas toda potência vocal que uma ópera necessita. A diretora Jocy de Oliveira ressalta nas cenas toda vocalização dos atores, são cenas com uma qualidade técnica soberba, todos no elenco tem boas cenas.
A narrativa e a forma que conduz até faz consegue em alguns momentos fazer a transição ‘teatro – cinema’, mas ela fica uma boa parte na primeira, não que isso seja um demérito, é um bom espetáculo, com bons atores, com a parte técnica dentro do esperado.
Nota: 3/5
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