Confira a crítica de Legalize Já – A Amizade Nunca Morre
O Planet Hemp completa 25 anos de carreira e diversas comemorações tem sido feitas, como a biografia de Marcelo D2, um disco com músicas de inéditas que será lançado no final do ano, além de uma turnê comemorativa. Um destes produtos é o filme Legalize Já – Amizade Nunca Morre onde iremos verificar o nascimento da banda que surgiu na década de 90 e conquistou o Brasil com suas letras politizadas e shows energéticos.
O filme desde a primeira cena não é focado na banda, e sim na amizade de duas pessoas que percebem que juntos podem realizar algo maior, temos aqui Marcelo (Renato Góes) e Skunk (Ícaro Silva) que a partir de um encontro inusitado surge uma parceria que rende muitos frutos, não só o Planet Hemp e seu disco de estreia Usuário lançado em 1995.
O longa foca na construção destes personagens e usa a música de pano de fundo, o muda a atmosfera o tempo todo, o que é incrível, mostra a construção da banda e a amizade entre D2 e Skunk, os diretores Johnny Araújo (Chocante) e Gustavo Bonafé (O Doutrinador) trabalham diversos pontos e todos são bem abordados e explicados, ter diversas subtramas e trabalhar bem todas é um desafio que Legalize Já realiza perfeitamente.
A fotografia do longa também é elogiável, ao utilizar uma paleta de cores específica em diversos momentos do filme, dá mais peso a cenas que mostram a realidade dura e difícil dos personagens além de facilitar o entendimento do espectador.
Ao focar nos personagens reais da trama e não na banda, parecia inicialmente um erro, afinal o marketing do longa é sobre a criação da banda, mas Legalize Já traz uma história real com o drama acertado, o que prende o espectador na história e o fato do Planet aparecer apenas nos atos finais é uma coroação de um grande filme.
Os atores fazem um grande trabalho neste longa, Renato Góes que faz Marcelo D2 faz diversos trejeitos do cantor, além de cantar em tons muitos parecido (Pra não dizer idênticos) do cantor e ele se soltando conforme o filme conta a sua história é ótimo, ele começa com diversos problemas de cantar e se apresentar e termina como o D2 que conhecemos, cantando forte e com grande presença de palco.
Skunk de Ícaro Silva é sonhador da dupla que o tempo todo mostra o quão bom são as letras de Marcelo e como ele pode sim ser uma referência musical, ele cria o sonho e o alimenta em diversas cenas não deixando que ninguém desista no processo e Marina Provenzzano (O Grande Circo Místico) traz um mistura das mulheres de D2 e ao mesmo tempo engrandece a trama ao adicionar a família como uma das subtramas.
O filme se leva a sério e traz uma história de amizade perfeita pra telona e como é incrível ver um filme nacional que sai da onda das comédias nacionais e traz uma história real e crível de uma forma que impacta o público e mostra por que o Planet Hemp é uma das grandes bandas nacionais.
