Documentário reúne relatos de moradoras da Vila de Serra Pelada, no Pará, entre 18 e 90 anos, sobre a ocupação feminina daquele que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo.

O curta-metragem “Serra Pelada: A Terra Não é dos Homens”, dirigido por Babi Fontana e Victor Costa, estreia no Panorama Latino da 35ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro.
O festival acontece entre 25 de março e 1º de abril, no Estação Net Rio, no Rio de Janeiro. A exibição do filme será na terça-feira, dia 31, às 15h. O documentário apresenta um recorte pouco explorado da história do maior garimpo a céu aberto do mundo ao colocar em primeiro plano as mulheres moradoras da Vila de Serra Pelada.
Os depoimentos evidenciam transformações profundas no território e na vida dessas moradoras. Em 1986, quando a presença feminina passou a ser permitida no antigo garimpo, Serra Pelada vivia o auge da atividade e chegou a reunir mais de 80 mil garimpeiros. Hoje, a vila conta com cerca de 5 mil habitantes, que passaram pelas mudanças econômicas e sociais ocorridas ao longo das últimas décadas, após a proibição do garimpo manual.
O curta-metragem “Serra Pelada: A Terra Não é dos Homens” foi produzido com recursos completos de acessibilidade. No Panorama Latino do festival, o filme será apresentado com legendas em inglês e português. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes da sessão.
Serviço
Exibição de Serra Pelada: A Terra Não é dos Homens.
35ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro | Panorama Latino.
Data: terça-feira, 31 de março
Horário: 15h
Local: Estação Net Rio
Endereço: R. Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo – Rio de Janeiro Entrada gratuita (retirada de ingressos uma hora antes)
Sinopse:
Filmado em dois períodos, o documentário reconta a história daquele que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, na Amazônia brasileira, onde mulheres foram proibidas de entrar até 1986. Os relatos de moradoras de Serra Pelada, entre 18 e 90 anos, tensionam o imaginário extrativista e masculino da região.