Teatro

O Mercador de Veneza | Espetáculo tem prorrogação de temporada

 A peça tem direção de Daniela Stirbulov e é protagonizada por Dan Stulbach, que dá vida ao marcante agiota Shylock. As sessões são sempre quintas, às 20h30; sextas, às 21h; sábados, às 19h e domingos, às 18h.

Mercador de Veneza, do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), prorroga temporada até 17 de maio no Tucarena. A peça tem direção de Daniela Stirbulov e é protagonizada por Dan Stulbach, que dá vida ao marcante agiota Shylock. As sessões são sempre quintas, às 20h30; sextas, às 21h; sábados, às 19h e domingos, às 18h.

O projeto é uma coprodução da Kavaná Produções e Baccan Produções e já passou por diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Brasília, São Paulo, com mais de 100 sessões esgotadas e públicos variados. Desde a estreia, em abril de 2025, O Mercador de Veneza mantém uma trajetória consistente alcançando a marca de 40 mil espectadores.

O elenco também conta com Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Marisol Marcondes (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão).

A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, Antônio afiança uma libra de sua própria carne. O não pagamento da dívida desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.

“Lidar com os desafios shakespearianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta sobre intolerância, identidade e justiça — temas tão atuais quanto no tempo em que foi escrita”, reflete Daniela Stirbulov.

O espetáculo transporta a trama da Itália do século XVI para um cenário contemporâneo, onde questões como antissemitismo, preconceito racial e as guerras motivadas pelo capital ganham mais força. Nesta montagem, Shylock é elevado a protagonista, e a história é narrada a partir de seu ponto de vista.

A encenação utiliza uma estrutura acrílica transparente elevada no centro do palco, que serve de tablado para os atores. No alto, um painel circular de LED exibe palavras, frases e imagens ligadas à ação, captadas em tempo real por um operador de câmera. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.

“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações”, explica a diretora.

SERVIÇO

O Mercador de Veneza. Classificação: 12 anos. Duração: 95 minutos.

TUCARENA – Teatro da PUC-SP (Entrada pela Rua Bartira, s/n, esquina com a Rua Monte Alegre, 1024). Capacidade: 288 lugares. Temporada: de 29 de janeiro a 17 de maio de 2026. Quintas, 20h30; Sextas, 21h; Sábados, 19h e Domingos, 18h.

(obs: não haverá sessão de 12 a 15 e 19 de fevereiro/e 24,25,26 de abril).

Vendashttps://bileto.sympla.com.br/event/113353 ou na bilheteria do teatro. Bilheteria: de terça a sábado das 14h às 20h e domingos das 14h às 18h. Valores de ingresso: Quinta e sexta: R$ 160 / Sábado e domingo: R$ 180.

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