Teatro

Susi, O Musical | Espetáculo ganha data de estreia

Com ingressos já à venda, o musical traz de volta a icônica boneca brasileira em uma história inédita que mistura memória afetiva, humor, crítica social e músicas originais, prometendo emocionar e divertir toda a família.

Um dos maiores ícones da infância brasileira está prestes a ganhar nova vida nos palcos. A boneca Susi, lançada pela Estrela em 1966 e responsável por marcar gerações, retorna agora como protagonista de“Susi, o Musical”, idealizado e escrito por Mara Carvalho, com músicas de Thiago Gimenes e concepção e direção de Ulysses Cruz

Apresentado pelo Ministério da Cultura e com patrocínio do Itaú, o espetáculo estreia no dia 21 de fevereiro, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com ingressos disponíveis pelo site da Sympla e na bilheteria local. A produção é da Ulysses Cruz Arte & Entretenimento, em um projeto que articula fantasia, memória, crítica social e canções inéditas.

Na pele de Susi estará a cantora e atriz PRISCILLA, artista que iniciou sua trajetória ainda na infância, consolidou uma carreira sólida na música pop brasileira e vem ampliando sua atuação nos palcos e no audiovisual, destacando-se pela versatilidade vocal e cênica. A escolha da intérprete reforça o diálogo entre gerações proposto pelo musical e sublinha a força simbólica da personagem como representação de identidade, transformação e resistência cultural. Outros grandes nomes do elenco — que darão vida às diferentes versões da boneca, aos personagens simbólicos da narrativa e ao universo real da trama — serão revelados em breve.

O musical acompanha a trajetória de Victor, um menino de imaginação fértil, absorvido por um cotidiano mediado por telas que limitam sua percepção do mundo. Em um mergulho onírico que transita entre sonho e pesadelo, ele embarca em uma jornada fantástica na qual se confronta com seus medos e descobre novas perspectivas ao lado de Susi. 

Nesse universo simbólico, surge Vênus, personagem que encarna padrões importados, discursos de perfeição e as pressões contemporâneas do consumo e da imagem, atuando como força de oposição e provocação ao longo do percurso do protagonista. Entre aliados e antagonistas, Victor atravessa um verdadeiro rito de passagem, aprendendo a lidar com as transformações e contradições da infância rumo à adolescência.

Entre músicas, humor e emoção, o espetáculo aborda temas universais e contemporâneos, como identidade, autoestima, consumismo, feminismo, redes sociais, globalização e pertencimento. Ao longo dessa jornada, Victor descobre sua vocação e encontra caminhos de reconexão com a própria história, enquanto Susi luta para reafirmar sua relevância diante das novas gerações. Em cena, a personagem se multiplica em diferentes versões — que representam diversas profissões, etnias e possibilidades — refletindo a pluralidade da mulher brasileira e evidenciando sua resistência cultural frente ao brilho importado de padrões estrangeiros.

A ideia de transformar a boneca Susi em um musical surgiu em 2023, a partir de uma conversa entre Mara Carvalho e Ulysses Cruz sobre o impacto cultural recente de produções que revisitam ícones do imaginário coletivo. A provocação inicial deu origem a um projeto que vem sendo desenvolvido desde então, com o objetivo de resgatar memórias afetivas e, ao mesmo tempo, propor uma leitura crítica e contemporânea sobre identidade, pertencimento e consumo cultural.

Para o diretor Ulysses Cruz, o impulso criativo da montagem nasce do desejo de explorar a ousadia artística do teatro musical como linguagem capaz de ir além do entretenimento. Inspirado tanto pelo impacto cultural da boneca quanto por suas próprias memórias de infância ligadas aos brinquedos da Estrela, o diretor construiu uma narrativa que combina humor, fantasia e reflexão, utilizando o teatro musical como território fértil para discutir temas pouco usuais dentro do gênero, equilibrando diversão e pensamento crítico.

A autora e idealizadora Mara Carvalho também vê em Susi a oportunidade de dialogar com questões contemporâneas como autoconhecimento, amor-próprio e padrões de consumo. Ao lado de Ulysses Cruz, ela desenvolveu um enredo que combina humor, emoção e crítica social, resgatando um ícone da infância brasileira que, ao longo do tempo, foi substituído por referências estrangeiras. O musical propõe, assim, uma reflexão sobre identidade cultural, memória coletiva e a forma como o país lida com suas próprias criações.

Com diálogos afiados, projeções visuais e um desfile final apoteótico, Susi, o Musical alterna entre o universo real do quarto de Victor e o mundo simbólico das bonecas, promovendo reflexões sobre memória, individualidade e pertencimento, ao mesmo tempo em que discute o impacto da cultura de massa e a influência das novas gerações digitais.

A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Thiago Gimenes, é parte essencial da dramaturgia. A instrumentação e a orquestração evidenciam a identidade de cada personagem e acompanham o ritmo da narrativa, transitando entre eletrônico e acústico, rock, pop, MPB, rap, trap e referências sonoras dos anos 1970. A música funciona como extensão do texto, revelando subtextos, impulsionando a ação e alternando entre momentos delicados e grandiosos para contar a trajetória atemporal de Susi e Victor.

Além da protagonista e de sua rival simbólica, o musical apresenta personagens icônicos do universo da boneca, inseridos em situações que equilibram humor e crítica. Ao propor uma experiência lúdica e emocional que costura passado e presente, diversão e reflexão, Susi, o Musical convida o público a revisitar memórias, questionar padrões impostos e reafirmar a autenticidade como valor essencial.

A montagem, que conta com o licenciamento da Estrela, reúne um time de diferentes criadores: Thiago Gimenes, responsável pelas músicas originais; Mara Carvalho e Thiago Gimenes, que assinam as letras; Rubens Oliveira, nas coreografias e direção de movimento; Verônica Valle, no cenário; Deborah Casares e Caia Guimarães, nos figurinos; Marcos Padilha, no visagismo; Aline Santini, no desenho de luz; Gabriel D’Angelo, no desenho de som; Vanessa Veiga, na produção de elenco; Thiago de Los Reyes, na direção executiva; e Andresa Gavioli, na produção executiva.

SERVIÇO:

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP 

Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h

Temporada: De 21 de fevereiro a 12 de abril

Sessões: quintas e sextas 20h, sábados e domingos 16h e 20h

Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00

Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00

Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |

Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114413) ou bilheteria local 

Classificação Etária: Livre

Duração: 90 minutos 

Capacidade: 827 lugares

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