Cinema

No Céu da Pátria Nesse Instante | Filme ganha data de estreia nos cinemas

Documentário é um arquivo do presente sobre o processo eleitoral de 2022, que culminou no 8 de janeiro.

Novo longa de Sandra Kogut, NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE é um registro de um momento da história brasileira em que a democracia esteve seriamente em jogo. O filme já tem data para ganhar as salas de cinema do país: 14 de agosto e será lançado pela O2 Play em co-distribuição com a Lira Filmes.

A obra já passou por inúmeros festivais de prestígio, como o 27º Festival de Málaga; o Dok.fest München 2024; o 26º Festival du Cinéma Brésilien de Paris; o Festival Biarritz Amérique Latine; Brésil en Mouvements 2024; Fidba Buenos Aires, Festival do Rio, o IDFA, o maior festival de documentários do mundo, em Amsterdã, onde entrou na prestigiosa sessão Signed, e no Festival de Cinema de Jeonju, na Coréia do Sul, onde a plateia se reconheceu em meio às turbulências políticas brasileiras, e saiu consagrado do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com os Troféus de Melhor Montagem e com o Prêmio Especial do Júri.

No longa, acompanhamos de perto os meses turbulentos do período eleitoral que culminaram na invasão do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF em 8 de janeiro de 2023. Por meio do olhar e da vivência de alguns personagens envolvidos no processo das eleições, mergulhamos num Brasil de tensão e expectativa, onde coexistem realidades paralelas que têm dificuldade de se enxergar mutuamente. Um registro de um momento da história do país em que a democracia esteve seriamente em jogo.

NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE acompanha uma série de personagens de vários pontos do espectro político ao longo do ano. A intenção é retratar como essas figuras, que fazem parte de maneiras diferentes do processo político, mas sem estar geralmente no centro das atenções, observam e lidam com as tensões, dificuldades, angústias e ansiedades daquele ano eleitoral. O filme conta ainda com a participação especial de Antonia Pellegrino.

Kogut explica que ao acompanhar a história no calor e tensão do momento, o filme se torna um documento que nos permite olhar para o passado recente, e tentar compreendê-lo. “Sabia que era um momento importante para nós brasileiros com tanta coisa séria em jogo. Eram coisas que iríamos querer olhar novamente ao longo dos anos. Um dia até explicar no futuro, para nossos filhos, o que foi esse momento que, às vezes, parecia tão absurdo até. Pensava, coitado dos professores de história no futuro.”

Com personagens espalhadas por várias cidades – como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Anajás (na Ilha de Marajó), Belém, Curitiba – a diretora explica que a internet foi um dispositivo muito útil nas filmagens do documentário.

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