Animação, Cinema, Crítica de Filme

Rei dos Reis | Crítica

Animação baseada no conto A Vida de Nosso Senhor, escrito por Charles Dickens, conta a história de Jesus em um filme para toda a família.

Todo mundo conhece (ou pelo menos já ouviu falar) naquela história em que um homem avarento é visitado por três espíritos na noite de Natal e, após ser levado por uma viagem no tempo entre passado, presente e futuro, tem sua vida transformada.

Tem também aquela outra história sobre um rapaz órfão, que foge de um asilo e acaba nas ruas de Londres em busca de uma vida melhor, porém, acaba sendo aliciado por uma gangue de ladrões.

Tanto A Christmas Carol (1843) como Oliver Twist (1838) têm em comum não apenas as diversas adaptações teatrais e cinematográficas, mas também, são obras do mesmo autor, Charles Dickens. 

Mais de 150 anos após sua morte, o maior escritor inglês da era vitoriana ganha mais uma adaptação de sua obra, agora em formato de animação. 

Em O Rei dos Reis, o autor Charles Dickens embarca em uma jornada sincera para consertar seu relacionamento com o filho, compartilhando a história de Jesus Cristo. 

A nova animação da Angel Studios (The Chosen) é inspirada em A Vida de Nosso Senhor (1934), conto criado por Dickens como uma versão do Evangelho de Lucas, com o propósito de ensinar sua fé para seus filhos. 

Dirigido por Seong-ho Jang, a animação acerta em contar a vida de Jesus, como um pai contando ao seu filho. É fácil para o público se sentir na sala de casa de Charles Dickens, ouvindo a história que ele conta para o filho. 

A maneira como a família do autor inglês foi inserida na narrativa foi sensível e agrada a quem assiste, principalmente por causa de Walter, o filho bagunceiro que só pensa na história do Rei Arthur. 

O filme escolhe bons trechos da vida de Jesus para serem inseridos no roteiro, sendo possível ter uma visão geral de sua história. Porém, opta por não inovar e apresentar a narrativa de uma maneira batida, com um Jesus que tem movimentos quase em câmera lenta, discípulos com aparência de homens mais velhos e sem adaptar frases de difícil entendimento para uma linguagem mais simples. 

O Rei Dos Reis é uma obra sensível e com bons momentos, mas que não preza pela inovação. 

Nota: 3/5

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