Cinema, Crítica de Filme

Anora | Crítica

Anora tenta mostrar a realização do sonho americano, porém se perde em alguns percalços. 

Crédito: Augusta Quirk

Ani (Mikey Madison) é uma garota de programa, onde ela trabalha em uma boate e tem alguns clientes. Em mais um dia de trabalho, ela conhece Ivan (Mark Eydelshteyn), filho de magnatas russos, que tem nos Estados Unidos seu parque de diversões. 

Essa relação entre os dois é puramente corporal, com viagens extravagantes, esbanjando dinheiro. Espere aquele filme adolescente, onde não há limites pessoais e profissionais. E em mais um ato de rebeldia, Ivan pede Ani/Anora em casamento.

Único lampejo de história concreta que pode influenciar esse filme como um dos indicados ao Oscar, é quando Ivan é pressionado pela família para anular o casamento, e ele foge. Ani precisa colocar a seu agora marido, nas rédeas da situação. 

O roteiro consegue  transformar a trama adolescente em uma road trip em busca de Ivan, isso enfim nos faz voltar as atenções a Mikey e sua atuação, onde ela faz a mulher que viu no casamento a oportunidade de mudar de vida, viver o sonho americano e não precisar se preocupar com os boletos.

© 2024 Anora Productions, LLC

A sequência de atos é cumulativa e linear, se desenvolvendo sem grandes percalços, por sempre ter um novo elemento sendo adicionado, em um efeito bola de neve formidável que justifica seu começo monótono, repleto de cenas adultas.

A contação dessa história é o grande destaque, pelas mudanças e entraves que ela desenvolve, e principalmente resolve, com poucas pontas soltas. O roteiro do diretor desenvolve as ideias propostas e as relações com tranquilidade.

Anora possui partes interessantes, com lampejos de uma boa história, com seus méritos, mas o resultado final não é tão bom, em um filme tão esperado.

Nota: 2/5

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