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Vidente por Acidente | Crítica

Vidente se apoia no carisma de Otaviano Costa em um filme que preza na comédia exagerada e divertida. Filme disponível na Disney+

Na trama, aos 40 anos, o arquiteto Ulisses (Otaviano Costa) está inseguro de seus talentos e descrente de sua profissão, então ele decide visitar uma “coach vocacional” que promete encontrar a verdadeira vocação das pessoas. Depois de tomar um chá suspeito oferecido pela “profissional” em seu ritual maluco, Ulisses apaga e tem os seus pertences roubados. Porém, nem tudo é tragédia, pois misteriosamente, ele sai de lá com um poder estranho: descobrir, com apenas um toque, a verdadeira vocação das pessoas.

O roteiro é daquela típica de comédia que vai prezar com a parte corporal  e no carisma do protagonista e personagens secundários, e com uma estrutura simples que pouco se modifica ao longo dos atos, por isso acabamos nos ligando com tanta facilidade ao personagem de Otaviano.

Ele não está feliz com a profissão de arquiteto, principalmente pelo fato dele ser arquiteto por causa da mãe, trabalhar na empresa da mãe, e sua filha está seguindo no mesmo caminho, ele não se sente tão bem, mesmo sendo bem sucedido e em ser reconhecido como arquiteto, e nesse momento de insegurança, quase um crise de meia idade, ele tem esse encontro que muda sua percepção de vida.

Otaviano traz o filme para si, seja pelos exageros corporais das cenas ou pelos diálogos intensos que ele precisa extrapolar seus sentimentos e exacerbar algumas emoções para indicar alguns elementos.

Com isso temos um filme totalmente focado no protagonista, não que isso seja um demérito, pois é um bom personagem principal, o problema é que temos um bom elenco secundário que fica a mercê dele, por exemplo, a esposa de Ulisses tem pouco tempo de tela, e não é algo memorável em boa parte do longa.

A única exceção fica pela ótima relação dele com a filha Maria (Jamilly Mariano) onde como qualquer pai, ele busca o melhor para ela, já que segundo os poderes recém adquiridos ela deve seguir na carreira de cantora, não na arquitetura. Como todo bom pai, ele busca colocar a filha nos trilhos da carreira, com isso as melhores cenas dramáticas são com os dois, e são cenas delicadas e bonitas, à sua maneira. 

Por esse uma comédia em sua essência, não espere saídas comuns, sempre temos algum exagero e nada muito usual, sem grandes explicações, que até cumprem sua funcionalidade, mas as repetições incomodam por acabarem sendo sempre as mesmas.

As interações dos personagens acabam tendo um destaque, por trazer aquela coisa de carreira, de escolhas que devemos fazer ou não, e principalmente seguimos conselhos de pessoas que não fazem parte do nosso círculo pessoal. 

Não temos um saldo totalmente positivo de uma grande comédia nacional, mas temos alguns trunfos para absorver algumas coisas da vida, principalmente as vozes de fora, porém é um longa interessante para falar de escolhas da vida, carreira e ver o Otaviano em um papel genuinamente cômico.

Nota: 2,5/5

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