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Bagagem de Risco | Crítica

Bagagem de Risco sabe como ter a atenção do espectador, sem precisar de grandes elementos.

Taron Egerton como Ethan Kopek. Cr. Netflix © 2024.

Bagagem de Risco que chegou na Netflix, parece um filme comum sobre uma pessoa comum, mas algo neste dia específico muda tudo. Ethan Kopek (Taron Egerton), um jovem agente da TSA, enfrenta o desafio mais difícil de sua carreira na véspera de Natal. Ele é chantageado por um viajante misterioso (Jason Bateman), que o obriga a deixar um pacote perigoso passar em um voo. A chantagem é pessoal, pois o vilão ameaça a namorada grávida de Ethan (Sofia Carson).

O roteiro de Michael Green e direção de Jaume Collet-Serra se mantém em Kopek o tempo inteiro, onde ele é chantageado através de um fone de ouvido. Somos guiados nestas interações, vão desde ele tentando entender quem está do outro lado e as missões que ele precisa fazer sem alarde.

A estética e fotografia segue o protagonista, onde ele passa pelos setores do aeroporto para conseguir o que o viajante precisa. Mesmo com uma estrutura simples de cenários, com planos focados nos personagens, somos imersos na trama e vamos sendo guiados pelas ações dos dois.

Taron faz uma atuação ‘pé no chão’ por justamente as cenas não pedirem isso nos primeiros atos, o longa cresce conforme os eventos também se desenvolvem, onde prestamos ainda mais atenção nele, uma pena que ele começa a virar um super heroi, onde apenas ele pode salvar o dia.

Os secundários não possuem tanto tempo de tela, comparado a dupla principal, mas são bem utilizados em bons momentos do longa, seja para trazer as amizades, a relação com o trabalho e a sua namorada (Sofia Carson) que é seu porto seguro no filme. 

Jason Bateman como Viajante e Taron Egerton como Ethan Kopek. Cr. Netflix © 2024.

O roteiro é inteligente ao usar muitos elementos e manter a estrutura simples, com reviravoltas que fazem sentido ao que vemos (mesmo com um ato final exagerado e rápido).

E mesmo com trama fora do lugar, afinal quem tentaria fazer o que esse viajante faria, onde ele só precisa colocar uma mala no avião. Essas muitas variáveis são contidas nas conversas entre os dois, e sempre há uma saída que condiz com a forma de narrativa.

As filmagens usam o aeroporto como o grande cenário, mas espere planos grandes para falar do espaço e das pessoas que preenchem o lugar, raramente vemos algo assim, ele prefere trazer as relações humanas para o palco.

Com isso temos um filme humano acima de tudo, para discutir sobre o certo e errado, as decisões que eles precisam tomar no calor do momento, onde eles são julgados pelas suas próprias consciências.  

O filme tem seus exageros, por questão de tempo ou fazer o protagonista crescer desproporcionalmente em alguns atos, ainda sim, uma trama que funciona como um bom suspense e com ação bem colocada.

Nota: 4/5

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