Em um passeio pela recente carreira de Lil Nas X, o documentário se preocupa com diversas camadas e personalidades do rapper, sem esquecer dos grandes momentos.

Diferente dos últimos documentários musicais, ou de grandes eventos do gêneros, onde há um grande momento ou a preparação para ele, Lil Nas X: Long Live Montero dirigido por Carlos López Estrada e Zac Manuel aproveita as apresentações na grande turnê, para trazer um tom pessoal, a explosão do sucesso e as diversas polêmicas que envolveram seu nome, como a apologia ao satanismo.
Através de uma câmera que segue Lil Nas, temos momentos pessoais, os desafios da turnê que envolvem as novas coreografias e figurinos e a ansiedade antes de cada apresentação. E ainda perguntar ao rapper como ele lida com as polêmicas que envolvem seu nome, em meio a uma carreira em ascensão.
Claro que temos trilhas que passeiam pela sua carreira, aquela narrativa de alguém que busca seu sonho e melhorar a vida da sua família, além das montagem de fotos e momentos de sua trajetória, para culminar nas grandes apresentações, que chegaram através de seu talento e perseverança.
O lado humano não tem apenas momentos família, mas entende que a superação é diária, que ele precisa entregar seu melhor a cada apresentação, seja aprendendo a intensa coreografia, se adequando aos figurinos e os momentos de tensão nos minutos antes de entrar no palco.

Esses momentos de concentração e planos centrados são mesclados com câmeras despojadas para trazer novos sentimentos, e quebrar os excessos quando se fala em apresentações, isso se mostra na própria postura de Lil, que muda de alto profissionalismo para algo simples quando está em casa e conta da sua vida para a câmera. Isso traz um tom de naturalidade ao documentário, dizendo sobre a sua consciência e sua importância não apenas no meio musical, mas como tio e filho.
A troca de elementos é fluida, mesmo quebrando a intensidade dos momentos de show, mostrando que mesmo com o nome ‘live’ no nome, a turnê é coadjuvante, os diretores preferem deixar Lil ter mais momentos de fala do que cantando.
A montagem de tudo, além de ter que balancear o lado cantor e família, traz os diversos enquadramentos e elementos que são incorporados aos poucos, sejam os grandes momentos do show, os celulares dos fãs, as transições sem perder a canção mostrada, que fogem do plano – contra plano que normalmente são esperados em um documentário.
O espectro temporal busca falar da infância do rapper, para abrir espaço para discussões fortes, como as polêmicas com o seu nome a cada lançamento, porém o documentário mostra que Lil tem a consciência sobre tudo que o envolve, e seu impacto na vida de tantas pessoas, principalmente no seu círculo pessoal, e como ele se mantém firme a seus ideais.
NOTA: 4/5
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