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Cabíria Festival | Sessões e locais são confirmados

Com uma programação diversa, contendo obras de diferentes gêneros, debates e atividades formativas, o Cabíria Festival, dedicado à representatividade feminina e à diversidade no audiovisual, chega a sua sexta edição. Em São Paulo, entre os dias 18 24 de julho.

Mato seco em chamas (2023) de Adirley Queirós e Joana Pimenta

Com uma programação diversa, contendo obras de diferentes gêneros, debates e atividades formativas, o Cabíria Festival, dedicado à representatividade feminina e à diversidade no audiovisual, chega a sua sexta edição. Em São Paulo, entre os dias 18 24 de julho, o CineSesc será palco da mostra de filmes e encontros com cineastas e a ESPM receberá as atividades de formação, entre elas masterclasses, painéis e palestras. Ampliando seu alcance, o festival estará em todo o Brasil através da plataforma Spcine Play, que disponibilizará as obras até o dia 4 de agosto. Toda a programação é gratuita. O 6º Cabíria Festival é realizado pela Laranjeiras Filmes e Sesc São Paulo, com patrocínio da Spcine e Lei Paulo Gustavo.

Uma seleção de 31 produções – entre longas, média e curtas – integram esta edição do festival. No CineSesc concentra-se a Mostra Cabíria, com curadoria da pesquisadora e distribuidora Letícia Santinon e da jornalista e doutoranda em Meios e Processos Audiovisuais (ECA/USP) Mariana Queen Nwabasili. Serão 15 obras distribuídas em sessões seguidas de encontros com cineastas e pensadoras, além de uma sessão especial no domingo, 21, às 15h, dentro do CineClubinho – indicada para todas as idades, que apresentará seis produções com classificação livre, entre elas duas animações. No Spcine Play estarão disponíveis filmes da Mostra Cabíria e uma Mostra Foco da cineasta celebrada da edição, que poderão ser vistos mediante cadastro na plataforma. Confira em www.cabiria.com.br

O recorte curatorial da edição propõe o incentivo à liberdade para abrir os roteiros das histórias e, com isso, borrar as fronteiras narrativas que irradiam da realidade e desafiam a naturalização de conduções narrativas esquemáticas, no cinema e fora dele, para questionar se o presente superou perspectivas ditatoriais, colonialistas e suas hierarquias autorais que estabeleceram canonizações excludentes, levando a uma programação que inclui filmes de ficção, documentário e obras que friccionam de maneira inventiva os limites entre essas instâncias.

Entre os filmes de destaque estão os longas Fernanda Young — Foge-me ao controle, de Susanna Lira, que convida os espectadores a mergulharem na mente complexa e apaixonante da artista; a obra restaurada de ficção Sambizanga (1972), da célebre cineasta francesa Sarah Maldoror (1929-2020); e o documentário Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, de Fernanda Pessoa, um filme de montagem que faz uma releitura histórica sobre o período da ditadura militar no Brasil retratada através de imagens e sons exclusivos das pornochanchadas, o gênero mais visto e produzido no país durante a década de 1970.

Entre os curtas destacam-se a ficção científica Se eu tô aqui é por mistério, suspense de Clari Ribeiro, que conta com elenco estelar com Aretha Sadick, Zezé Motta, Helena Ignez, Bruna Linzmeyer e Lore Motta; Cabana, de Adriana de Faria, premiado como melhor curta da Première Brasil no Festival do Rio em 2023; o documentário Rami Rami Kirani, de Mawapãi Huni Kuin e Luciana Huni Kuin, sobre os aprendizados, as transformações e a força da ayahuasca através das mulheres da etnia Huni Kuin; e o experimental A field guide to the ferns da cineasta e artista visual de origem palestina Basma al-Sharif. Os encontros com as cineastas contarão com mediadoras e debatedoras como a curadora Marcia Vaz, a ativista indígena Guarani, escritora e psicóloga Geni Núñez, a atriz Olívia Torres, a jornalista Soraya Misleh, entre outras convidadas.

Na sessão de abertura, no dia 18, no CineSesc, serão exibidos os icônicos Ôri Abá, da diretora Raquel Gerber, ambos com montagem de Cristina Amaral, a cineasta celebrada desta edição. Ôrí (1989) foi o primeiro longa da carreira da expoente montadora brasileira, que tem no currículo mais de 60 obras e 14 premiações. Ao longo de sua trajetória, Cristina trabalhou em parceria com diferentes cineastas, com destaque para Carlos Reichenbach, com quem colaborou em Alma Corsária (1993) e mais seis obras; o seu parceiro de vida e trabalho Andrea Tonacci, com quem montou Serras da desordem (2006), entre muitos outros; além de realizadores contemporâneos como Adirley Queirós e Joana Pimenta, diretores do multipremiado Mato seco em chamas (2023); Jô Serfaty, no longa Um filme de Verão (2019) e Renata Martins no curta “Sem asas” (2019). Um encontro com as cineastas Cristina Amaral e Raquel Gerber está programado para o último dia do festival, com mediação das curadoras.

A sessão de encerramento, no dia 24, será com a obra Terminal Norte, média-metragem da cineasta argentina, Lucrecia Martel. Também neste dia, em evento de encerramento no Cineclube Cortina, serão feitas as premiações do 9º Cabíria Prêmio de Roteiro para a categoria de longa de ficção. A primeira colocada passará a integrar a cobiçada Rede de Talentos do Projeto Paradiso, instituição de promoção do audiovisual brasileiro. Haverá ainda o anúncio do Prêmio Selo ELAS Cabíria Telecine, que oferece ao projeto vencedor uma consultoria com especialistas das equipes Elo Studios e Telecine. O Prêmio Cardume Cabíria, em conjunto com a plataforma de streaming Cardume, premiará três roteiristas para o desenvolvimento de roteiros de curtas-metragens.

Serviço:

CineSesc

R. Augusta, 2075 – Cerqueira César, São Paulo – SP

Programação de 18 a 24 de julho

Mostra de Filmes + Encontros com Cineastas

Retirada de ingresso 1 hora antes de cada sessão, sujeito à lotação

ESPM

Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana, São Paulo – SP

Programação de 18 a 21 de julho

Painel, Oficina, Workshops e Encontros com inscrições prévias

SPCINE PLAY

Link 

Programação de 18 de julho a 4 de agosto

Informações em Link 

O FESTIVAL

O Cabíria Festival Audiovisual é um evento anual de difusão de obras realizadas por cineastas mulheres e criadores da comunidade LGBTQIAPN+.
Desde 2015, na articulação de uma Rede de Talentos Femininos do Audiovisual, foi criado inicialmente como um Prêmio de Roteiro dedicado às histórias escritas e protagonizadas por mulheres.
A partir de 2019 a iniciativa se expande para o formato de Festival e promove uma programação em formato híbrido – presencial em São Paulo e online para todo o Brasil – com foco em protagonismo feminino e diversidade.
Através de ações transversais, com uma ampla rede de parcerias, visa impulsionar talentos e contribuir para o debate e ações afirmativas acerca da igualdade de gênero e da diversidade na cadeia produtiva do audiovisual.
A 6ª Edição do Festival, enntre 18 de julho a 04 de agosto, é realizada pela Laranjeiras Filmes com correalização da Ipê Rosa Produções, patrocínio da Spcine e Lei Paulo Gustavo, apoio do Sesc, parcerias da Embaixada da França, Goethe-Institut Rio de Janeiro, MUBI, Projeto Paradiso, Telecine, ESPM, ABRA, Instituto Dona de Si e Café com Angu Filmes, e apoio cultural da Globo, Elo Estúdios, Selo ELAS, Ateliê Escreva Criatura, FRAPA, Etc Filmes, Serie LAB, Cardume Curtas, Final Draft, Cover Fly, Canal Curta, Imprensa Mahon, Revista Piauí e Agência Febre.

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