A sequência do longa de terror com Ursinho Pooh tem um grande upgrade desde seu primeiro, mesmo com algumas ressalvas.
Dirigido por Rhys Frake-Waterfield (mesmo diretor do primeiro filme), ele traz os personagens de domínio público para uma sequência, dessa vez com um maior orçamento e organização.
Nessa continuação, houveram algumas mudanças um tanto bruscas, tanto no roteiro, quanto no elenco. Nikolai Leon (The Killing Tree) que interpretou Christopher Robin no primeiro filme, foi substituído nesse segundo pelo Scott Chambers (Doctor Jekyll) que entregou um personagem mais convincente do que seu antecessor.
A trama mostra as consequências dos assassinatos do primeiro filme. Robin lida com a pressão do julgamento alheio sobre acharem que ele causou a grande carnificina no bosque dos cem acres.
Ele inicia um processo terapeutico para melhorar e tentar superar os acontecimentos e também lida com um trauma de seu passado, em que seu irmão Bill foi sequestrado e nunca encontrado desde então.
Essa sequência tem um enfoque maior no passado do protagonista e também do vilão Pooh, onde descobrimos um plot bem interessante que conecta o passado dos dois.

Dessa vez Pooh e Leitão não estão mais sozinhos, eles vão em busca de ajuda para lidar com humanos, já que agora, algumas pessoas tentam descobrir se Pooh é real. Somos apresentados então a Coruja e o Tigrão, que ambos também possuem o desejo pela matança.
Embora o longa continue a história do primeiro, existem alguns momentos que a trama parece ser desconexa, o que deixa o espectador confuso devido essa perda de sentido em alguns atos
O próprio filme brinca com o fato de sua estreia ter sido um fracasso e retrata isso de uma maneira que quebra a quarta parede e diverte o público nessa cena.
É perceptível uma melhora nas atuações com esse novo elenco, embora o filme seja pesado, com mais sangue do que mel, os atores deixam uma imersão mais leve.
Os efeitos cinematográficos estão muito bons e realistas, embora algumas vezes exagerado, como por exemplo, a cena que a coruja vomita ácido em uma pessoa, embora “realista” é uma cena sem sentido, mas há um o upgrade visual.
Em resumo, o longaé melhor que seu anterior, porém ainda tem algumas questões para serem ajustadas para que os personagens sejam aproveitados adequadamente, sem furos ou narrativas sem explicações. Vale a pena assistir para ver a melhoria e também pela diversão que o longa propõe.
Nota: 3/5
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