Cinema, Crítica de Filme

Lilith | Crítica

O diretor se apoia no fantástico para contar a história da primeira mulher, com boas escolhas técnicas e cenários deslumbrantes. 

Lilith de Bruno Safadi (Love Film Festival) conta a história da primeira mulher da Terra, ou a mulher antes de Eva. O longa que parece bíblico e sem grandes anseios, devido ao elenco enxuto, se mostra além do que se imagina, com escolhas técnicas interessantes. 

A interpretação da protagonista por Isabél Zuaa é apoiada pela atmosfera que o diretor e a fotografia criam, seja pelos planos abertos e poucos diálogos. 

Claro que observamos elementos bíblicos na trama, sejam eles citados ou as analogias em cenas, como a cobra que repetidamente é mostrada ao espectador, mas a base do roteiro está longe de se apoiar nesta parte. 

Há sentimentos mistos ao assistir este longa, por justamente ele se apoiar em momentos poéticos, digamos assim, e suas escolhas para mostrar seus personagens. Não que gere algum tipo de estranheza, mas alguns não são esperados.

O mesmo não se aplica às atuações de Renato Góes, (Adão) e Nash Laila (Eva) que não têm os mesmos momentos da protagonista e seu tempo de tela é menor, eles estão restritos a pequenas cenas e interações com Lilith. 

As escolhas técnicas são interessantes e até mesmo belas, pelas paisagens e uso de cores, apenas existem algumas repetições desses usos que prejudicam a experiência.

A atuação de Isabél é soberba e intensa, com clareza de palavras, sentimentos e riqueza de detalhes trazem o espectador para Lilith com facilidade. Embarcamos em sua jornada logo no sua primeira narração. 

O longa é diferente, seja pelas escolhas técnicas ou pelas forma com que vemos essa história, pouco contada dessa forma, sem ar épico e bíblico, mas é uma jornada rápida e intensa. 

Nota: 3/5

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