Filme de origem francesa sobre investigação criminal, traz uma história com narrativas complexas, mas que instiga o espectador a encontrar o culpado. Confira a crítica.

Dirigido por Justine Triet (Sybil), é um filme que merece ser aplaudido. Desde o primeiro minuto, somos imersos em uma narrativa envolvente e cativante que nos mantém imersos na história. O enredo é habilmente construído com drama e suspense.
A trama não poupa detalhes e nos mostra um corpo de um homem na neve perto de um chalé, cheio de sangue, o que dá destaque imediatamente na cena do crime já que o vermelho domina a paisagem inteiramente branca.
O homem vivia nos Alpes naquele chalé com sua esposa Sandra (Sandra Hüller) e com seu filho de 11 anos com deficiência visual Daniel (Milo Machado Graner). A viúva se torna a principal suspeita mas no desenrolar das investigações, o longa nos instiga a descobrir junto com a trama se foi assassinato, suícidio ou acidente.
Alguns indícios são apresentados que deixam a investigação mais tensa, um áudio é mostrado e podemos ouvir uma briga do casal no dia anterior ao acidente. Nesse momento podemos ver um flashback do que estava ocorrendo, porém ao ouvir sons do que parecia ter partido para uma briga física o flashback é cortado. Isso foi de uma genialidade incrível da direção, pois por mais que a gente tente imaginar, não dá pra saber ao certo o que se passava no momento.

Uma das principais qualidades do filme é a sua abordagem ousada. Ele não tem medo de trazer o espectador para dentro das investigações e assim como na vida real, sem provas concretas do que realmente aconteceu, cabe o julgamento ir na narrativa mais convincente do acontecimento.
Além disso, as atuações são simplesmente excepcionais. O elenco entrega performances extremamente convincentes, trazendo seus personagens à vida de forma realista. Cada ator traz uma camada extra de complexidade e profundidade para a trama, tornando-a ainda mais cativante.
A direção também merece aplausos. A forma como cada cena é cuidadosamente montada, a escolha dos ângulos de câmera e a parte visual criam um ambiente completamente imersivo. A fotografia é maravilhosa, com uma paleta de cores que evoca as emoções e o clima de drama do filme.
Anatomia de uma queda é um filme que desafia o espectador a refletir sobre o queria de fato obter certeza da realidade em uma investigação criminal. É uma experiência cinematográfica que fica gravada na memória. Com atuações emblemáticas, direção competente e uma narrativa intrigante, o filme cumpre seu papel em trazer uma boa história para as telonas.
Nota: 5/5
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