Praia da Saudade tem bons temas, mas a execução e a repetição de elementos técnicos prejudicam a experiência. Confira a crítica.

A transformação do meio ambiente, suas consequências e as escolhas que fazemos sobre neste tema, sejam eles políticos ou pela população impactam o local de formas diferentes. Essa linha do tempo é a trama principal de Praia da Saudade.
A diretora constrói uma linha do tempo através de uma praia e suas construções litorâneas, o roteiro faz uma construção de uma época até mesmo colonial e até os dias de hoje.
O roteiro sai do usual de um documentário, seja pelas trilhas escolhidas, imagens sobrepostas e não ter o especialista aparecendo em tela, apenas sonoras de tudo que vemos.
As escolhas são interessantes, porém sua continuidade incomoda o espectador, pois não vemos a mesma criatividade inicial em outros atos, o que pode cansar quem acompanha.

A evolução dos temas e a linha histórica são sem dúvidas interessantes, porém como não vemos grandes mudanças em tela, pouco nos importamos pelo que vemos.
Por estarmos em uma praia por todo o tempo, percebendo a mudança quanto a marés e aquecimento global, choca inicialmente, e transmite as opiniões que ouvimos.
A imagens colocadas são colocadas a cada novo dado trazido pela diretora ou pelo especialista que ouvimos, porém estes elementos sofrem pela mesma condição.do documentário, a repetição de ideias.
Praia da Saudade tem excelentes colocações referentes ao meio ambiente, com um cuidado de linha histórica rara em documentários desse porte, mas as repetições de ideias dos primeiros atos impedem uma boa jornada pelo espectador.
Nota: 2/5
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