Priscilla mostra que estar envolvida com Elvis, te faz explorar outras personalidades e como pode ser uma festa ou solidão. Confira a crítica completa.

O filme dirigido por Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) e que tem a própria Priscilla Presley como uma das roteiristas, mostra quando ambos se conheceram em uma festa, o homem que é uma estrela meteórica do rock se torna alguém totalmente inesperado em momentos íntimos.
A trama principal foge de algumas polêmicas, como a diferença de idade, e suaviza as brigas do casal, mas ainda sim é uma jornada de transformação guiada pela atuação de Cailee Spaeny
A linearidade da história segue o relacionamento, sem se preocupar com datas e com eventos marcantes na vida de Elvis, e com isso a transformação de Priscilla ao longo dos anos fica mais perceptível.
Os figurinos e maquiagens acompanham as transformações da menina até a esposa de Elvis, de uma forma que envolve o espectador, em diversas pequenas cenas, que estão carregadas de sentimentos ou nuances da vida principalmente de Priscilla.

A história é sobre a sua jornada, que une amadurecer e ser a companheira de Elvis quando ele não está em turnê ou gravando um dos seus filmes. Isso traz duas cenas típicas neste filme, quando a casa está cheia, e temos festas, Elvis se divertindo e relaxando, e quando ele sai, temos a solidão dela.
Mesmo com essas repetições, vemos as camadas de interpretações, já que Cailee precisa mudar de personalidade e ainda ter o desenvolvimento da sua personagem real, que ainda tem que passar pela escola e sair da casa dos pais para viver com Elvis e sua família.
Esses momentos passam pelos problemas de ambos com uso de medicamentos para dormir e se manter acordado, mas não há um arco pensando em excessos de uso ou comportamentos inadequados por causa dessa vida dupla de ambos.
Pode até ser um erro fugir de polêmicas, mas neste caso, funciona de uma maneira diferente, pois acabamos dando mais atenção à protagonista, que vai aos poucos mudando seus cabelos, roupas, personalidade e formas de lidar com tudo. Ela começa o filme de uma forma, e termina de outra.
Essa transformação passa não só pelas décadas do longa, como também pelo amadurecimento de Priscilla através dos novos penteados e roupas. Ela sai de uma menina tímida para uma mulher confiante.
Isso também passa pelas mãos da diretora, que não perde tempo de tela com cenas descartáveis de Elvis (Jacob Elordi), deixando sua protagonista brilhar em suas cenas.
A variação em intensidade tem circunstâncias interessantes por justamente trabalhar os diversos lados de Priscilla e ter uma construção linear que mostra o crescimento dela.
Priscilla é um exercício de personagem, e trabalhar ela (no caso) como um ato de desenvolvimento faz desse filme algo interessante, nada magnífico, para justamente focar no necessário e pouco ao seu redor.
Nota: 3/5
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