Atuação de Caleb Landry Jones e cachorros, salvam Dogman de uma história de superação comum. Confira a crítica completa.

Estrelado por Caleb Landry Jones (X-Men Primeira Classe e Três Anúncios Para um Crime), o filme narra a história de um homem que encontra no amor de seus cachorros a salvação para uma infância marcada por tragédias. Dirigido por Luc Besson (A Profissional e O Quinto Elemento) traz uma história de superação que precisa de paciência do espectador para funcionar.
O roteiro do diretor é uma história de uma infância difícil, em que a amizade com os cachorros fez com que Douglas (Caleb) construísse uma vida decente, mas repleta de dificuldades, já que ele possui dificuldades de locomoção, e confia em seus cachorros e não em humanos.
Os primeiros atos são arrastados, já que precisamos conhecer Douglas e como ele chegou naquele ponto que começa o filme, e com isso temos diversos diálogos entre ele e a psiquiatra do estado Evelyn (Jojo T. Gibbs), com flashback da infância difícil de Douglas, com os maus tratos do pai e o irmão que o via como a encarnação do diabo por causa de suas atitudes.
Isso não só constrói a persona do protagonista, mas sua amizade com os cães, criando os dois principais pontos de Dogman, a atuação inebriante de Caleb e os diversos cachorros que estão no filme. Ambos conseguem se conectar com o espectador com facilidade e trazer uma história rara.

A superação de Douglas passa por diversos momentos, que ele sempre possui alguma genialidade para poder superar o novo obstáculo, sempre voltado para atuação e o seu grupo de cães. Tudo é orgânico e funciona bem na tela.
O roteiro também utiliza os flashback para mostrar a montagem da persona de Douglas no presente, suas habilidades no teatro amador, construção de personagens e conseguir trazer a plateia para ele.
Essas cenas dele transvestido são ótimas, por privilegiar o lugar da apresentação, o personagem e a interpretação de Caleb. Essas cenas que parecem apenas uma forma de sobrevivência, que ele precisa do dinheiro, são pequenas obras de arte visual.
As conversas com a psiquiatra começam a explorar a personalidade do protagonista e com isso, vamos entendendo as suas motivações, sua relação com os cachorros, e suas escolhas de vida até aquele momento.
O grupo de cachorros é diverso, o roteiro utilizou diversas raças, grupos e tamanhos para cenas diferentes. E muitas delas são apenas eles em cena, o treinamento deles funciona bem, e temos diferentes sentimentos, para momentos que se alteram, de acordo com a necessidade de Douglas.
O filme tem dificuldade de cativar, por justamente demorar a mostrar o seu protagonista e o ator que o faz, porém quando Dogman encontra seu rumo, temos uma história rara de superação, fugindo de muitos clichês. E a atuação de Caleb ajuda neste processo.
Nota: 2/5
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