Cinema, Crítica de Filme

O Senhor do Caos | Crítica

Filme de terror sobre cultos pagãos tenta premissa diferente ao focar em uma trama mais lenta do que sustos no espectador. Confira a crítica.

O longa é dirigido por William Brent Bell (A Órfã 2: A Origem), que geralmente tem premissas interessantes, porém, nem sempre consegue trazer algo novo em seus filmes. Dessa vez a proposta foi de uma narrativa em que vai se desenvolvendo aos poucos sobre rituais pagãos em um vilarejo no interior da Inglaterra.

A trama conta a história de Rebecca (Tuppence Middleton) que lidera uma igreja em uma pequena cidade para a qual se mudou com sua família há oito meses. Ela está preocupada com a sua filha Grace (Evie Templeton) que ainda não se adaptou com a mudança, porém ela está animada pois foi escolhida para ser o Anjo da Colheita no festival pagão local.

Rebecca não está totalmente de acordo com a festividade da cidade, porém, adere às culturas do local por causa de sua filha. Durante o festival, acontecem algumas atuações com personagens do folclore local, onde conhecemos o Senhor do Caos que expulsa o demônio Gallowgog, após isso, ocorrem várias danças em volta de uma fogueira onde Grace desaparece e sua mãe fica desesperada por não encontrar sua filha.

A narrativa em relação ao desaparecimento da garota é lenta até chegar em uma conclusão que possa prender a atenção do espectador. Todos os habitantes da cidade parecem alheios em relação ao desaparecimento da menina, mas o pai da menina, Henry (Matt Stokoe) não acredita que eles possam ter qualquer tipo de envolvimento, só que Rebecca tem certeza que ninguém parece estar ajudando o suficiente e tem algo por trás disso.

No final das contas, Rebecca descobre que toda aquela lenda folclórica da cidade tem haver com o desaparecimento de sua filha, e embora possa parecer sobrenatural, é tudo parte de uma crença realizada com fervor pelos habitantes.

O longa tem uma conclusão mediana, visto que Rebecca assume uma nova personalidade que não combina com a personagem que conhecemos, mas no geral, mesmo com a narrativa arrastada, o filme entrega um final que condiz com o roteiro e sem sustos, visto que acaba sendo mais suspense do que um terror de fato.

A ambientação está incrível, o cenário passa uma imersão de estar em um vilarejo e as caracterizações são bonitas e traz originalidade para a história. A trilha sonora é intersessante e consegue envolver o espectador durante a jornada dos personagens. 

No geral, o filme tinha uma premissa interessante, se fosse bem executado poderia se comparar com Midsommar – O Mal Não Espera a Noite, já que tem uma narrativa sobre cultos pagãos, porém, a história arrastada acaba não sendo bem executada, com boa trilha sonora e ambientação bem feita o longa tinha um bom potencial, mas falha na execução.

Nota: 2/5

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