Cinema, Crítica de Filme

Mamonas Assassinas – O Filme | Crítica

Mesmo com a estrutura conhecida das cinebiografias, Mamonas Assassinas – O Filme é uma grande homenagem ao grupo, da sua origem à explosão nos anos 90. Confira a crítica completa.

Se você que está lendo esta crítica, e for dos anos 90, entende que o Mamonas Assassinas foi um fenômeno da década, e com alguns meses de turnê e apenas um disco lançado, era impossível não saber quem eles eram, e você sabia cantarolar alguma, ou todas as músicas deles.

O grupo já recebeu homenagens no teatro musical O Musical Mamonas, uma banda legado Mamonas Assassinas, o Legado e uma adaptação do grupo de Guarulhos (São Paulo) nos cinemas era inevitável. E Mamonas Assassinas – O Filme não só mostra a potência da banda no palco, mas soube construir uma história para cada um deles, como uma forma de homenagear e mostrar a força no palco.

Diferente dos outros produtos relacionados aos Mamonas, o filme cria um linha temporal contínua para ajudar o espectador a compreender eles em diferentes momentos, para mostrar quando se conheceram, a banda Utopia e depois a criação da icônica banda.

O grupo protagonista formado por Ruy Brissac (Dinho), Rhener Freitas (Sérgio Reoli), Adriano Tunes (Samuel Reoli), Robson Lima (Júlio Rasec) e Beto Hinoto (Bento) transmitem a personalidade de cada um, com uma química de encher os olhos, por justamente ser um longa de crescimento.

O núcleo dos irmãos é um exemplo de como o roteiro soube adaptar cada fase dos meninos, de aceitar Dinho, das gravações das músicas e o sucesso estrondoso da banda nos anos 90. Falando na década, há diversos detalhes, nas roupas, momentos e itens que remetem a década.

A potência no palco, os figurinos e as músicas são os guias para alguns atos, com momentos que remetem a diversas apresentações, que são os melhores momentos do filme, já que temos diversas músicas apresentadas, algumas em versão cruas.

Como tantas cinebiografias atuais, este filme iria se apoiar no que tem dado certo, e funciona melhor, como os cortes rápidos e mudanças de situações para manter a história funcionando, sem precisar de grandes explicações.

A fotografia tem tons diferentes para cada situação, para justamente explorar a diversidade do grupo e seus feitos. Principalmente em Dinho, que é multifacetado e que o filme não perde a oportunidade de trazer isso à tona. Ruy inclusive lembra o vocalista em diversas cenas.

A história pensa em dois públicos, os que viveram e conhecem a banda, seja pela tv ou apresentações, e os que querem conhecer o fenômeno musical que com apenas um disco conquistou o Brasil.

E como o filme é uma grande homenagem e ao legado, ele não aborda o acidente e os dias seguintes, para que a memória após sessão seja do grupo de Guarulhos, suas músicas, e o sucesso que eles fizeram e fazem, afinal que festa você já foi e não tocou Mamonas?

Nota: 4/5

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