Cinema, Crítica de Filme

O Malvado | Crítica

Longa de terror do Grinch tem uma história interessante e cativante, mas não acerta no tom das mortes e no sangue na tela. Confira a crítica completa.

Todo final de ano ou Natal temos uma nova adaptação de Grinch, dessa vez temos um terror dirigido por Steven LaMorte (Bury Me Twice) onde o nosso amiguinho verde mata os pais de Cindy (Krystle Martin) em uma pataca cidade, causando um trauma para a vida toda. E ao retornar para a cidade, ela percebe que o monstro continua assassinando inocentes e deve ser morto.

O roteiro do próprio diretor, é digamos, interessante, já que logo no primeiro ato entendemos como tudo ocorreu, e os problemas que Grinch causou na protagonista, por isso ele trabalha os personagens ao redor de Cindy para nos manter na história.

Percebemos isso no policial Burke (Chase Mullins) que age como o personagem alheio ao que aconteceu, e vamos compreendendo Cindy, com os seus motivos e conhecendo a cidade, principalmente a cidade montanhosa e de difícil acesso. Além dele ser judeu e não estar preocupado com as tradições natalinas, como as casas enfeitadas.

A atmosfera de tensão é construída a partir de uma estrutura simples, e com poucos dados e personagens, um êxito para um longa deste tipo. Ele mantém uma fotografia fria, e pouco uso do Grinch em arcos dramáticos, digamos assim.

Por estarmos falando de traumas do passado, o roteiro não fala de fantasia de natal, ou de sonhos fantásticos, e sim dos pesadelos que a protagonista possui do seu trauma e como ela lida com eles, e principalmente de como retornar a cidade, não foi um processo de cura que ela imaginava.

Essa montagem acima da média, erra na ‘sanguinolência’ e nas mortes causadas por Grinch, elas lembram as mortes em Terrifier onde temos o sangue pelo sangue, sem sentido algum e personagens que morrem de uma forma sem sentido.

O peso das mortes não é trabalhado com algo relevante para a trama, com exceção de uma apenas uma, não há como se ligar nessa perda, pois é tudo descartável e sem propósito, além do filme não agregar a matança a trama principal.

Elas elevam a classificação indicativa pela violência em si, não pela qualidade gráfica. Algumas são descartáveis, algo que não condiz com a trama até que interessante que vemos na tela.

Até mesmo a construção da vingança da personagem, funciona bem, com a iluminação de Natal ao fundo durante as lutas com Grinch. Krystle se destaca por justamente ter bons arcos dramáticos e na busca por vingança.

O Malvado está longe de ser algo memorável, porém em um ano com adaptações de terror que não se sustentaram por sua história, e que não tinham o que mostrar, a não ser sangue. Aqui até temos um longa bem executado em alguns momentos e com uma história de traumas do passado que faz sentido ao espectador, só deixa quando precisar justificar sua classificação indicativa.

Nota: 3/5

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