Cinema, Crítica de Filme

A Maldição do Queen Mary | Crítica

Longa se baseia nas lendas sobrenaturais do famoso transatlântico Queen Mary e falha em trazer uma premissa de terror mesclando o presente e passado do icônico navio. Confira a crítica.

Dirigido por Gary Shore (Drácula: A História Nunca Contada) , o longa foi baseado nos relatos sobrenaturais ocorridos no RMS Queen Mary, que navegou pelo Atlântico Norte nos períodos de 1936 a 1967.

Embora as lendas desse navio sejam famosas, o longa não conseguiu trazer o potencial que tinha ao relatar os fenômenos sobrenaturais. A trama principal é contada sem grandes reviravoltas, o que faz com que o espectador sinta falta de surpresas e momentos de emoção.

A trama se inicia em 1967, com o objetivo de adicionar novas histórias e culminar nos dias atuais, porém a linha temporal muda diversas vezes, que atrapalha a experiência final do espectador. 

Com isso, passamos a acompanhar a história de Anne (Alice Eve), cujo filho Lukas (Lenny Rush) gosta de colecionar e ler coisas relacionadas a fantasmas, com isso ela tem a ideia de escrever um livro sobre o navio na perspectiva de uma criança de oito anos. 

Anne com o seu parceiro Patrick (Joel Fry), fazem uma visita ao famoso Queen Mary, que é um passeio turístico sobre suas lendas sombrias e lá descobrem segredos obscuros de alguns tripulantes do ano de 1967 e como essa maldição sobrenatural pode estar ligada ao navio até os dias de hoje.

Uma das principais falhas do filme está na falta de desenvolvimento dos personagens. Os protagonistas não têm aprofundamento em suas histórias, deixando por diversas vezes muitos aspectos de cada um em aberto, o que torna difícil para o público se conectar com eles ou se importar com seu destino. Além disso, Alice Eve, apesar de uma boa atriz, deixa a desejar em sua atuação como Anne.

O enredo também fica confuso ao mesclar o presente e passado, e ao invés de focar no processo de imersão do espectador, com isso o longa fica arrastado e não justifica sua duração. 

Outro aspecto negativo é a falta de aproveitamento do cenário (lembrando que ele foi inteiramente gravado em um navio) O navio é um lugar histórico e cheio de lendas sombrias, mas o filme não consegue explorar todo o potencial do local, o que é uma pena. Mesmo com  bons efeitos especiais e fotografia, rica em detalhes e fria, como se espera de um filme de terror, o público necessita de mais detalhes de um navio tão cheio de lendas como esse. 

Ponto positivo no filme é para o protagonismo do ator Lenny Rush como Lukas, já que o ator possui displasia espondiloepifisária congênita, uma condição que afeta seu crescimento, e é muito bacana ver PCD, em um papel de destaque. 

A Maldição do Queen Mary é uma tentativa decepcionante de um filme de terror. Apesar da bela fotografia, bons efeitos e representatividade de PCD, o longa possui personagens fracos e não aproveita todo o potencial do cenário. Para os fãs do gênero, pode ser uma escolha um tanto frustrante, mas vale a pena pesquisar sobre a verdadeira história do navio, que pelo menos o longa te deixa com o gosto de querer saber mais.

Nota: 2

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