Cinema, Crítica de Filme

A Sociedade da Neve | Crítica

O filme baseado na história real dos sobreviventes dos Andes é emocionante e bem desenvolvido, prendendo o espectador pela angustia, e na esperança de um final feliz. Confira a crítica do filme que será lançado em alguns cinemas selecionados em 14 de dezembro e na Netflix em 4 de janeiro.

Dirigido por J A Bayona (O Impossível e Jurassic World: Reino Ameaçado), este é um filme impactante que nos apresenta um time de rugby, que tem a tão esperada viagem ao Chile transformada em uma tragédia que deixa os sobreviventes presos em um ambiente hostil e congelante na Cordilheira dos Andes.

Após sermos apresentados a alguns personagens durante um jogo, logo os uruguaios embarcam em um voo fretado que levaria o time, juntamente com alguns amigos e familiares dos jogadores, para o Chile, quando um acidente horrível acontece, em uma cena angustiante e desesperadora com uma fotografia bem trabalhada e efeitos especiais bem utilizados e de excelente qualidade, retratando o que de fato aconteceu em 1972.

Pode-se dizer que o filme conta com vários protagonistas, visto que a história é contada por vários pontos de vista do acidente e os mais de 70 dias que se sucederam com a “sociedade” se formando na montanha, porém com destaque especial para Numa Turcatti (Enzo Vogrincic), Roberto Canessa (Matías Recalt) e Fernando ‘Nando’ Parrado (Agustín Pardella), com atuações brilhantes que transmitem a dor e a força inigualável para sobreviver em um local em que eles mesmo se consideram intrusos, em meio a uma natureza que não poupa esforços para matá-los.

A grande polêmica no filme, que se estende para o caso na vida real, é a questão dos sobreviventes se verem obrigados a comer carne humana dos passageiros falecidos, para terem minimamente força para viverem enquanto esperam o resgate. É nítido que nenhum deles gosta da ideia, porém sem comida e com o corpo completamente desnutrido, essa prática se torna rotineira nos mais de 2 meses que passam sem acesso à civilização.

Após muitas tentativas sem sucesso, finalmente Ricardo e Nando conseguem encontrar ajuda e resgatam os poucos sobreviventes que ainda vivem nos destroços da aeronave, porém como vemos no final, nenhum deles se sente de fato vitorioso, e ficam com a mente perturbada pelo que aconteceu e tudo que passaram na montanha.

Originalmente o voo levava 45 passageiros, porém dos 29 que sobreviveram a queda, a maioria morreu devido ao frio, infecções, desnutrição ou por conta das tempestades de neve que os soterraram a metros de neve abaixo da superfície. No fim, apesar de vermos o sucesso da “expedição” da dupla principal, terminamos o filme com uma sensação amarga.

As cenas foram muito bem pensadas, nos arrancando aos poucos a esperança de vermos aquelas pessoas sobrevivendo, porém nos presenteou com um alívio no final, pois mesmo que já conhecemos a história real, nunca estamos preparados para ver aquela tragédia tão bem representada em uma ficção fiel ao livro homônimo de Pablo Vierci na qual é baseada.

Selecionado para representar a Espanha no Oscar 2024, o filme será lançado em alguns cinemas selecionados em 14 de dezembro e na Netflix em 4 de janeiro.

Nota: 5/5

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