Filme brasileiro disponível na Sessão Vitrine, aborda questões complexas e pertinentes relacionadas à desigualdade social. Confira a crítica completa.

Dirigido por Daniel Bandeira (Amigos de Risco), o longa busca trazer à tona a realidade de muitos brasileiros que lutam diariamente por condições de vida adequadas.
Uma das principais qualidades do filme é a sua abordagem realista e impactante do desequilíbrio econômico do nosso país. A narrativa é construída de forma a ilustrar as dificuldades enfrentadas por personagens marginalizados e apresentar o público a situações cotidianas que muitas vezes são invisíveis aos olhos da sociedade.
A trama já se inicia com uma cena gravada pelo celular de violência escancarada na cidade. Logo em seguida vemos mãe e filha em uma conversa tensa, Tereza (Malu Galli) está com uma certa desconfiança de sua filha.
Em contrapartida, o enredo mostra a realidade de Roberto (Tavinho Teixeira), que acabou de realizar uma blindagem no seu carro, pois irá junto com sua esposa para um lugar que consideram perigoso, então todo cuidado é válido.
O casal vai para uma fazenda, quando chegam lá, encontram tudo em completo desordem, questionam onde estão os empregados, escutam gritos, e então a narrativa parte para uma lado mais obscuro.
A realidade de Tereza e Roberto serão colididas, com uma atmosfera de tensão e angústia. A realidade do país é exposta de maneira nua e crua na cara do espectador.

A direção do filme é habilidosa em retratar a precariedade, o que proporciona uma atmosfera que faz com que o espectador sinta empatia pelas lutas e dificuldades da personagem, destaque para atuação de Malu Galli que passa convicção ao interpretar Tereza.
No entanto, apesar de seus pontos fortes, o filme Propriedade apresenta algumas falhas. A falta de desenvolvimento de alguns personagens ao longo da trama limita a conexão emocional com o público. Além disso, a narrativa, em certos momentos, se torna um pouco arrastada e com poucos pontos de respiro.
Apesar dessas ressalvas, o filme é uma obra importante para a cinematografia brasileira. Sua tentativa de trazer à tona um problema social é digna de reconhecimento.
A cinematografia é eficaz em capturar a realidade desses personagens marginalizados, ressaltando a importância de se discutir a desigualdade e buscar soluções.
Por fim, esse filme serve como um lembrete pertinente de que a marginalização é uma realidade para muitos e nos convida a refletir sobre as formas como podemos contribuir para a mudança.
Nota: 4/5
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