As Marvels traz a química entre as três protagonistas, em um longa com boas lutas e efeitos, porém carece de profundidade e trama que nos faça lembrar do filme pós sessão. Confira a crítica completa.

A tal fórmula Marvel, foi colocada novamente a prova em As Marvels, o segundo filme da Capitã Marvel (2019) escancara que a Marvel Studios tem sim, boas ideais e estruturalmente pensa em seus personagens a cada novo capítulo, porém no neste novo filme temos apenas o mesmo do estúdio.
Agora, Carol Denvers (Brie Larson) recuperou sua identidade dos tirânicos Kree e se vingou da Inteligência Suprema, mas as consequências não imaginadas fazem Carol carregar o fardo de um universo desestabilizado. Quando suas obrigações a enviam para um buraco de minhoca anômalo conectado a um revolucionário Kree, seus poderes ficam entrelaçados com os da sua superfã de Jersey City, Kamala Khan (Iman Vellani) – também conhecida como Ms. Marvel – e com os de sua distante sobrinha, e agora astronauta da S.A.B.E.R, Capitã Monica Rambeau (Teyonah Parris).
O filme dirigido por Nia DaCosta (A Lenda de Candyman) é preciso, já que entende o trio que precisa mostrar, entender suas diferenças, e principalmente seus poderes. A trama principal traz as três personagens para o protagonismo e trabalha os sentimentos de cada uma, dando tempo de tela para isso.
Mesmo em um filme curto (menos de duas horas) há a preocupação em trabalhar três personagens distintos, com ênfase em suas personalidades, poderes e principalmente, as vantagens e desvantagens delas trocarem de corpo cada vez que usam seus poderes.

Com isso, o longa vai direto ao ponto, a ameaça central Dar-Benn (Zawe Ashton) que mesmo com motivações não fantásticas, é mais uma vilã descartável, pouco memorável e que encontra seu destino final nas mãos das heroínas.
A ação das lutas impressiona, por justamente ter que lidar com as trocas de corpos e poderes diferentes. A coreografia usa esses excessos, para momentos plásticos e fluidos, com efeitos práticos e digitais excelentes, mantendo toda a atmosfera que esse quase road movie tem.
As três protagonistas tem uma boa química em cena, mas os destaques ficam para Kamala e Mônica, que trazem carisma, inteligência e um pouco de alma pro filme. Carol novamente é prejudicada com um roteiro que traz uma pessoa fechada, com dificuldades de interações, sendo apenas uma personagem poderosa e boa de briga. A Marvel Studios não colocou uma personalidade com qual podemos nos relacionar, e nos sentir conectados com ela, uma pena, já que ela poderia ser a líder do grupo na ausência do Capitão América.
Estruturalmente, o filme funciona bem, tem uma história rápida, mas está longe de ser algo que o fã de quadrinhos ou do estúdio, irá se lembrar com uma grande trama, seja pela Capitã ou as adições que vieram das séries.
O final inclusive mostra mais do futuro do estúdio, do que o longa em si. As Marvels mostra os fãs já entenderam bem como funcionam as tramas, e por isso a Marvel Studios perdeu um pouco do impacto na cultura pop, então vamos esperar para ver qual será o ponto de virada de Kevin Feige e companhia.
Nota: 3/5
Contato: naoparecemaseserio@gmail.com
Youtube: Canal do Youtube – Não Parece Mas É Sério
Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio
Instagram: @naoparecemaseserio
TikTok: @naoparecemaseserio