Longa brasileiro mistura comédia e drama, e nos leva em uma reflexão sobre dependência emocional. Confira a crítica completa.

Dirigido por César Rodrigues (Modo Avião), o longa consegue cativar o público com boas risadas e reflexões de relacionamento. Com uma trama envolvente e personagens cativantes, o filme consegue entreter o público.
A trama gira em torno de Henrique (Rafael Infante) que não conseguiu superar o término de relacionamento que teve com Gabriela (Manu Gavassi), mesmo após um ano ele não tem mais perspectiva de vida por conta do ocorrido. Para não sofrer mais, devido a dependência emocional que ele tinha pela ex, ele decide tirar sua própria vida.
Henrique não tem coragem de se matar, então ele contrata o serviço de uma empresa de assassinos de aluguel para que matem ele mesmo. A empresa tem uma regra muito clara: “Após a assinatura e o pagamento do serviço, não tem volta”.
Ao assinar o contrato e pagar pelo serviço, Gabriela volta para sua vida querendo reatar o namoro, claro que isso faz ele querer viver novamente, então ele fica arrependido e desesperado para descobrir quem será a pessoa que irá executá-lo para assim poder impedir, com isso ele se envolve em diversas situações tensas e algumas até cômicas para se salvar e poder viver sua vida com o seu amor.
Uma das principais qualidades do filme é a atuação do Rafael Infante. Ele entrega uma performance carismática e convincente no papel de protagonista, ao misturar momentos cômicos com o trágico. Manu Gavassi tem alguns arcos interessantes, mas oscila em determinados atos.

O personagem retrata as inseguranças e dependência emocional, que muitos jovens enfrentam, o que permite ao público se conectar emocionalmente com sua jornada, até mesmo a importância da terapia está presente aqui.
As cenas românticas são bem construídas e criam uma química genuína entre os personagens principais, embora eles tenham os seus problemas, como todos os casais.
Outro aspecto notável é o seu senso de humor. As situações descontraídas e os diálogos engraçados proporcionam momentos de risadas genuínas e tornam o filme agradável de se assistir. O filme equilibra os momentos leves e engraçados com os mais emocionais, criando uma atmosfera envolvente.
A única ressalva do longa é em relação a dependência emocional, que embora retrate isso como grave ao abordar o personagem querer tirar a própria por não ser correspondido. Embora seja necessário para a construção final do enredo, faltou tramas próximas do cotidiano para uma melhor relação com o público.
Por fim, a história possui um ótimo plot no final e é agradável em relação à narrativa. Não Tem Volta é um filme com boa atuação e uma história engraçada e cativante.
Nota: 4/5
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