Em 2020, duas amigas começaram a estabelecer um diálogo sobre a situação do mundo naquele momento, sobre os países onde moravam, percebendo as semelhanças dos governos negligentes com a situação da saúde pública, entre outras coisas. O documentário experimental VAI E VEM nasce dessa discussão.

A brasileira Fernanda Pessoa e a mexicana Chica Barbosa, que mora em Los Angeles, são amigas. Em 2020, elas começaram a estabelecer um diálogo sobre a situação do mundo naquele momento, sobre os países onde moravam, percebendo as semelhanças dos governos negligentes com a situação da saúde pública, entre outras coisas. O documentário experimental VAI E VEM nasce dessa discussão, dessa vontade de documentar e compreender o mundo em que viviam naquela época.
“O filme surge de uma necessidade real de nos comunicarmos, e da percepção de que ligações por vídeo e mensagens de voz no whatsapp não eram suficientes para dar conta dessa realidade. Eu queria que ela tivesse um pouco da sensação do que era estar no Brasil naquele momento – os panelaços diários, a obsessão com as notícias, a cidade que deveria estar vazia, mas na verdade nunca ficou, os trabalhadores que não tiveram a chance de parar porque o capital, os empreendimentos imobiliários nunca param por aqui. Por outro lado, queria entender como a Chica estava vivendo esse momento lá, recém-chegada aos Estados Unidos de Trump”, conta Fernanda, que mora em São Paulo.
Fernanda explica que o filme tem a sororidade como um tema central do longa. “Apesar disso ter sido sempre muito importante na minha vida, o filme reforçou essa noção para mim. O processo colaborativo da criação cinematográfica foi muito importante também. Sinto que para nós duas, esse pode ser o caminho para filmes experimentais e feministas: menos individualistas, com colaboração e autorias abertas.”
O filme chega aos cinemas brasileiros em 16/11, com distribuição da Boulevard Filmes e codistribuição da Vitrine Filmes.