Cinema, Crítica de Filme

Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim | Crítica

Five Nights at Freddy’s é um filme divertido e com uma boa história, mas que não soube aproveitar bem os momentos de terror e medo que era esperado para o universo em que está inserido. Confira a crítica completa.

Dirigido por Emma Tammi e protagonizado por Josh Hutcherson (Mike), Matthew Lillard (Steve Raglan/William Afton), Elizabeth Lail (Vanessa) e Piper Rubio (Abby), a primeira adaptação cinematográfica da famosa franquia de jogos não deveria estar classificada como “terror”, visto que se assemelha mais ao “suspense” e “drama”, com alguns momentos de alívio cômico.

Na trama, acompanhamos Mike, que no passado teve seu irmão mais novo sequestrado e agora dedica boa parte de sua vida tentando reviver essa memória trágica na tentativa de encontrar novas pistas, enquanto é contratado para trabalhar como guarda noturno de uma pizzaria abandonada, que é o “lar” de alguns animatrônicos que são muito mais complexos e brutais do que aparentam.

Quando a irmã mais nova de Mike, Abby, precisa ir com ele ao trabalho, o longa realmente engrena, visto que a garota cria uma conexão com os robôs gigantes, que futuramente descobriremos serem controlados pelas almas das crianças assassinadas por William Afton, dono do local, que agora utiliza outro nome e tenta atrair pessoas para a pizzaria macabra, com o intuito de satisfazer sua sede assassina.

Quando falamos de Five Nights at Freddy’s, já pensamos também em jumpscares e uma agonia constante em descobrir a verdade por trás daqueles robôs gigantes que tem vida própria, mas isso no filme não foi exatamente bem trabalhado, visto que os sustos foram pensados para um público infantil e a descoberta das crianças por trás dos animatrônicos vem precocemente nos sonhos de Mike.

No fim, quando revelada a verdadeira identidade de Afton e sua filha, era esperado uma luta brutal e um vilão extremamente forte e inteligente, mas o que acontece é que um único desenho infantil feito por Abby faz a lealdade dos animatrônicos trocarem de lado e rapidamente destroem a ameaça. Posteriormente vemos que a alma de Afton se ligou ao coelho que ele utilizava como “fantasia” na hora de sua morte e provavelmente ainda o mantém no controle dela, sugerindo uma continuação.

No geral, este é um bom filme, com uma fotografia bem construída, além de bons cenários repletos de easter eggs e ótimas atuações, mas que peca quando tenta “humanizar” demais os animatrônicos, sacrificando o terror que prometeu. Além de diminuir a classificação indicativa na tentativa de atrair uma gama maior de pessoas aos cinemas, o que significa também remover cenas de violência explícita e um toque a mais de suspense que seria necessário para universo em que está inserido, o que provavelmente decepcionará o público adulto que acompanha a franquia de jogos desde 2014.

Para aqueles que procuram um filme tenso, com uma pitada de suspense e mistério, que tentam conhecer e se adentrarem na franquia de FNAF agora, este é o filme ideal. Mas para aqueles que já conhecem a história por trás dos jogos, provavelmente quebrarão as expectativas, ao verem os famosos “monstros” agirem realmente feito crianças.

Nota: 3/5

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