A história promissora do best-seller, é adaptada para as telas de cinema no estilo suspense/ thriller e causa uma grande tensão no espectador. Confira a crítica completa.

A Filha do Rei do Pântano é dirigido por Neil Burger (Sem Limites, Divergente e Amigos Para Sempre). O longa é promissor e tem uma boa história, deixando o espectador tenso logo no começo do filme.
A trama gira em torno de Helena (Daisy Ridley), que por volta de seus 30 anos, tenta esconder a história de seu terrível passado a todo custo. Ela é filha de um sequestrador (Ben Mendelsohn) que é intitulado como “rei do pântano” e foi responsável por manter ela e sua mãe (Caren Pistorius) em cativeiro em um pântano por 12 anos. Após 20 anos, ele foge da prisão e quer ir em busca de Helena, que é obrigada a encarar seu maior trauma de infância para proteger não só a si mesma, mas também sua filha (Brooklynn Prince) e seu marido (Garrett Hedlund).
O longa é envolvente e com uma boa história. No começo, quando acompanhamos a Helena ainda criança, vimos que tinha uma relação bem próxima com seu pai, pois não sabia que sua mãe tinha sido sequestrada por ele e forçada a construir uma família em uma casa no pântano. Embora o pai e a mãe não tivessem uma boa relação, com ele sempre ameaçando a mulher, com a filha ele aparentava ser um bom pai, até mostrar que ele punia sua filha quando o treinamento para se tornar caçadora não dava certo.

Quando a mãe consegue fugir com Helena, ela é introduzida a sociedade, e o roteiro insere perfeitamente como seria a reação da protagonista nesse caso, que por toda sua existência até seus dez anos, ela vivia em uma cabana no meio do pântano e seria natural que ela ficasse assustada ao ver uma cidade urbana com carros e muitas pessoas, tudo ocorre organicamente.
Embora tenha um conceito promissor, o filme peca em algumas partes no roteiro, como quando o “rei do pântano” foge da prisão ele sabe exatamente onde sua filha está, e até mesmo onde fica sua casa, mesmo tendo passado 20 anos. Helena nunca o visitou prisão e quando ela questiona como ele sabia sobre isso, ele apenas diz que sempre sabe tudo sobre a filha, ficando sem pé nem cabeça como ele conseguiria achar ela tão rápido, visto que estava diferente por estar mais velha, casada com outro sobrenome e ainda tinha uma filha.
Devido a relação próxima que Helena tinha com o pai, quando ela vem para cidade com a sua mãe, ela custa a acreditar que o seu pai tenha feito aquilo e quer voltar junto dele, pois ela tinha muito afeto por ele, e por conta disso, quando mais velha ela tem muita dificuldade em confiar nas pessoas. Quando seu marido descobre sobre seu passado, o relacionamento deles dá uma esfriada, mas ela acaba confiando nele e contando tudo sobre sua história e chega até apresentar o seu padrasto (Gil Birmingham), com quem ela também começa a se abrir, porém, depois disso os personagens não têm mais desenvolvimento nenhum em sua narrativa.

Embora o filme tenha suas deficiências, é importante ressaltar que sua história e todo suspense causado no longa acaba tendo pontos positivos. A fotografia é capaz de capturar belas paisagens em plano aberto, podendo mostrar toda a beleza de onde Helena vivia, nos conectando com a emoção de encanto da personagem pelo local.
Em resumo, A Filha do Rei do Pântano é um filme que, apesar de sua premissa interessante e tensa, peca em alguns pontos na sua execução. Com um roteiro caprichado, porém falta desenvolvimento de alguns personagens importantes e explicações para determinadas situações, mas o longa não perde a capacidade de prender e manter o espectador na história, com um suspense incrível e atuações bem elaboradas.
Nota: 4/5
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