Mercenários retorna para seu 4º filme, com muitas cenas de ação e um roteiro fraco e previsível.

A saga Mercenários retorna para seu 4º filme, dirigido por Scott Waugh (Need for Speed), e distribuído pela Lionsgate. Depois de quase 10 anos sem dar as caras, o público esperava uma história completamente nova e criativa para a saga, mas infelizmente não é bem assim.
Co-produzido e protagonizado por Jason Statham (Lee Christmas), o longa tem boas cenas de ação, o que prende e agrada o público que vai assistir apenas com esse intuito, porém o CGI não é dos melhores e as mortes quase sempre espirram violentamente um sangue que por vezes nem sabemos de onde veio, pois o filme não é explicitamente violento como sugere a classificação indicativa PG – 18, cortando ou deixando sem foco os corpos dos inimigos feridos.
Megan Fox (Gina) é importante para a história, principalmente por ser o par romântico do protagonista, mas não demonstra o carisma necessário e tem a maioria de suas cenas pesando para o lado sensual, não passando a seriedade que a nova líder do grupo deveria ter, e sim objetificando-a. Dolph Lundgren (Gunnar), 50 Cent (Easy Day), Randy Couture (Toll Road) e Tony Jaa (Decha) recebem cenas de destaque, mas que não atingem o potencial esperado.
A escolha de cenários é boa, a fotografia é boa, mas o roteiro claramente deixa a desejar, com poucos diálogos realmente dignos de se apreciar e cenas previsíveis.

Spoiler leves a seguir (você foi avisado)
Sylvester Stallone (Barney Ross), que também deveria ser protagonista, aparece na cena inicial e na final, visto que por uns 80% do filme pensávamos que seu personagem morreu em uma queda de avião, que por fim é explicada convenientemente e chega a ser cômica.
Por falar em comédia, boa parte das novas adições do elenco servem para segurar esse lado do filme, como Jacob Scipio (Galan) que tem a maioria de suas falas com referências a relações sexuais.
Tendo inicialmente como o maior vilão Iko Uwais (Surto) – que é por si só um ótimo lutador e dublê na vida real, trazendo ótimas cenas de porradaria – e posteriormente uma nova ameaça, Andy Garcia (Marsh), o filme se apoia na possível terceira guerra mundial se o navio cargueiro que transporta uma bomba nuclear chegar a costa da Rússia. Todo esse problema é resolvido com muito, mas muito CGI e cenas de ação que beiram o impossível, além de explosões ao extremo, porém que caem bem no contexto em que são inseridas.
No geral, este é um filme divertido para quem gosta de ver Statham e outros fortões em ação, mas que não é surpreendente, e terminamos com a sensação que é mais genérico do que novo.
Nota: 3/5
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