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After – Para Sempre | Crítica

O quinto e último filme da saga After não é surpreendente e foca quase todo o tempo em apenas um dos protagonistas. Confira a crítica completa.

Dirigido por Castille Landon, também diretora dos dois últimos filmes (After – Depois da Promessa e After – Depois do Desencontro), este veio para encerrar a saga que foi massacrada pela crítica nos últimos filmes (são quatro no total), como eles conquistaram muitos fãs adolescentes e jovens adultos ao redor do mundo, temos o longa que encerra a franquia, com os desfechos dos personagens.

Protagonizado por Josephine Langford (Tessa Young) e Hero Fiennes Tiffin (Hardin Scott), After – Para Sempre é mais uma adaptação da série de livros que saiu originalmente de uma fanfic do WattPad, escritos por Anna Todd.

O filme começa mostrando como Hardin está sofrendo após o rompimento com Tessa e como ele voltou a beber para se sentir melhor, até que em uma conversa com sua mãe, descobre que um antigo interesse amoroso dele está morando em Portugal e decide ir para lá se desculpar pelos erros do passado, e tentar mostrar pra Tessa que está se esforçando para ser uma pessoa melhor.

E com essa premissa, o filme foca quase 100% do tempo na jornada de Hardin por Lisboa, reutilizando cenas dos outros filmes para mostrar a co-protagonista Tessa apenas nas lembranças dele.

O filme arrisca quando coloca uma personagem tão importante pra história, Natalie (Mimi Keene), justamente no encerramento dela. Apesar de entendermos como a garota foi importante para Hardin finalmente se reencontrar e tomar um rumo na vida, no fim das contas, esse momento dramático poderia facilmente ser removido da saga e não causar nenhum impacto.

Hero realmente sabe incorporar esse personagem e entregar uma boa atuação, além da química inegável com Josephine, porém as adições coadjuvantes, como a de Sebastian (Benjamin Mascolo), no fim também não agregam em muito.

Diferente dos 3 últimos filmes que receberam a classificação indicativa PG -16, este se iguala ao primeiro com PG -14, o que pode ser bom para atrair uma gama maior de adolescentes no cinema, com menos cenas do estilo “soft porn”, que na verdade era um grande marco da saga e boa parte das cenas entre o casal principal, que raramente tem um bom roteiro de conversa.

Ao longo dos 5 cincos filmes, houve troca de diretores 3 vezes, além da troca de atores do elenco coadjuvante, por conflitos de agenda, ou da pandemia de Covid-19, que chega a ser engraçado a falta de semelhança com o ator/atriz que interpretava aquele personagem originalmente, o que afetou negativamente a saga, que já não era das melhores, causando o descontentamento da grande maioria.

Spoilers a seguir (Você foi avisado!)

Hardin encontra motivos para lançar um novo livro, entitulado “Before”, contando sua jornada antes de Tessa e citando Natalie como parte importante, e mesmo esta se interessando romanticamente, ele a afasta afirmando que não consegue desistir de Tessa, mantendo Natalie como uma melhor amiga para ele.

No dia do casamento de Landon (Chance Perdomo) com Nora (Kiana Madeira), o casal principal finalmente se encontra após 2 anos separados, e mesmo trocando pouquíssimas palavras para se acertarem, os dois transam e ele a pede em casamento, com um previsível “sim” como resposta.

O tempo avança e vemos os dois morando juntos, e mesmo com o problema para engravidar, agora o casal “Hessa” tem uma menininha e esperam um segundo filho.

No geral, este e o penúltimo filme conseguem “consertar” a personalidade destrutiva do protagonista, mostrando como a terapia e seu amadurecimento de fato foram importantes, para ser uma pessoa melhor e reconquistar a garota dos sonhos. Mas, nada realmente acontece para justificar tantos filmes assim, além de um roteiro previsível e cenas desnecessárias, principalmente de cunho sexual. Para quem quer apenas passar o tempo e se distrair com um romance do estilo “young adult”, esta pode ser uma boa opção.

Nota: 2/5

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