Drácula: A Última Viagem do Deméter traz bons efeitos e sanguinolência necessária para uma história com o famoso vampiro, só faltou ter bons personagens junto na viagem. Confira a crítica completa.

Drácula: A Última Viagem do Deméter é uma adaptação cinematográfica de terror e suspense, baseada no capítulo introdutório do clássico romance de Bram Stoker.
O longa tem 119 minutos e é dirigido por André Øvredal conhecido por também por dirigir Histórias para se contar no escuro (2019) e A Autopsia (2016).
A trama mostra a viagem de um navio chamado Deméter, que transporta um caixão contendo o corpo do Conde Drácula (Javier Botet), mas ninguém a bordo sabe sobre isso. Ao longo da jornada, a tripulação começa a experimentar acontecimentos estranhos e sobrenaturais, à medida que descobrem a verdadeira identidade de seu passageiro.
Apesar do enredo interessante, a execução do filme é um pouco lenta e tediosa. Além disso, o filme não é fiel ao livro original de Bram Stoker e os personagens não são bem desenvolvidos.

A história começa com o navio Deméter na cidade de Transilvânia com destino para Inglaterra, a tripulação está procurando pessoas dispostas a embarcar para ajudar com as cargas e serem pagas por isso.
O capitão Eliot (Liam Cunningham) aceita a embarcação de duas pessoas, Clemens (Corey Hawkins) que é um médico e oferece sua ajuda durante a viagem, e também outro homem que ao ver que uma das caixas da embarcação com está com uma marca, ele associa ao mal e desiste de embarcar dizendo que todos estão fadados ao fim.
Tudo começa a ficar estranho quando Clemens descobre que uma mulher clandestina, Anna (Aisling Franciosi) que está a bordo do navio, ela está muito doente, e logo a tripulação começa a suspeitar que algo estranho pode estar acontecendo.
As coisas ficam mais sombrias ainda quando descobrem que algo aconteceu com os animais a bordo, eles aparecem todos com a garganta cortada, a tripulação começa então a suspeitar uns dos outros.

Conforme a história vai se desenvolvendo de forma arrastada, eles descobrem a relação de Anna com Drácula e o motivo dela estar a bordo da embarcação.
Em termos técnicos, as partes que mostram as gargantas estraçalhadas das pessoas mortas por Drácula, está bem realista e se você gosta de filme de terror, está visualmente incrível, com um belo design de produção, porém, a caracterização do Drácula decepciona.
O filme tem um elenco forte e uma atmosfera sinistra com bons jumpscares e que acrescenta uma nova dimensão à história de Drácula. Como resultado, é possível que alguns espectadores gostem do filme, enquanto outros podem achar que não vale a pena assistir.
Nota: 3/5
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