Ursinho Pooh: Sangue e Mel tem uma abordagem de terror slasher na sua essência, e é apenas isso, mesmo que choque o espectador em alguns momentos. Confira a crítica completa.

Ursinho Pooh: Sangue e Mel, enfim chega ao Brasil, com uma abordagem de terror dos personagens conhecidos. O longa começou a ser produzido depois que os direitos dos personagens ficaram em domínio público recentemente.
A trama começa com uma narração contextualizando sobre como Christopher Robin (Nikolai Leon) vira amigo de alguns animais, como o Pooh (Craig David Dowsett), Leitão (Chris Cordel) e Ló. Ao crescer, Christopher precisa largar suas brincadeiras com os animais e focar na faculdade para virar médico. Isso faz com que Pooh e Leitão sintam-se abandonados, domados pela fome e raiva, comem o seu amigo Ló, para sobreviverem.
Pooh e Leitão fazem um pacto de não falarem mais para não parecerem humanos e juram matar qualquer pessoa que vissem pela frente e o mais desejado por eles era o Christopher.
O longa já começa sem desenvolvimento, com cinco minutos de filme a sensação é de já estar na metade. A introdução de Mary (Paula Coiz), noiva do Christopher é inexistente, visto que ela aparece rapidamente. A pior atuação do filme fica por conta dela, algo realmente forçado. Ela tem aproximadamente dez minutos de tela e não consegue ser convincente na sua personagem em nenhum momento.
Mary acompanha Christopher até o bosque que ele brincava com os animais, porém ela está descrente sobre ele de fato dele ter amizade com as criaturas. Ao avistá-los, Pooh e Leitão capturam Christopher para torturá-lo e matam Mary.
Então a história começa a apresentar novos personagens. Maria (Maria Taylor) está sendo perseguida por um stalker e então para se distrair dessa situação, ela e suas amigas decidem alugar uma casa no bosque para passar o feriado, sem imaginar dos perigos que estaria por ali.
Alice (Amber Doig-Thorne) é uma das amigas de Maria, uma personagem sexualizada sem conexão com o roteiro. E sua função é aquela clássica de uma mulher seminua em um longa de terror, com uma morte peculiar.

Após muitas mortes típicas de um trash de terror, Maria ajuda a libertar Christopher da tortura, e assim eles partem para resgatar as outras meninas, porém como qualquer longa deste gênero, os dois terão que brigar para sobreviver, porém nestes momentos a narrativa se perde para cenas mal explicadas, sem foco no que interessa nestes atos.
A caracterização do longa deixa a desejar, tanto os trajes dos personagens quanto os efeitos. Por ser um filme independente é entendível que o orçamento de 100 mil dólares tenha sido baixo, mas erros de continuidade e alterações em atos são um problema em vários momentos.

Algumas cenas do filme parecem algo mais cômico do que assustador, no entanto seu sucesso nas exibições americanas, trouxeram lucro, e uma sequência foi confirmada, sem data de estreia definida.
Pooh retornará, infelizmente.
Nota: 1/5
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