Bird Box Barcelona se repete em muitos momentos, e pouco acrescenta a franquia. Confira a crítica completa do filme que está na Netflix.

A adaptação Bird Box (Caixa de Pássaros, no Brasil) foi um acerto pela Netflix, seja pela nova abordagem da história, como o protagonismo de Sandra Bullock, como no momento temos apenas o livro Malorie, a plataforma tenta aumentar a franquia trazendo outra história, que se passa em Barcelona.
O filme foca na relação entre pai e filha, com uma estrutura, que flertam com religião, como se fosse uma libertação divina. E o filme é apenas sobre isso e repete esse elemento à exaustão.
O protagonista tem suas boas interações com os secundários, pois são muitas mudanças de elenco, porém a abordagem do roteiro que não é inventivo, cansa o espectador, pois já sabemos para onde a história vai.

Por se passar em Barcelona, temos um melhor uso da cidade, do que o primeiro filme, com os seus prédios, arquitetura e pontos turísticos. E como a cidade se deteriorou pelos eventos.
Em um filme distópico é necessário pontos de virada que fazem sentido e que conversem com quem vemos. Nos primeiros atos até funcionam por ser algo que difere do primeiro filme, porém faltam elementos criativos para os momentos seguintes.
A religião que parecia o ponto de relevância da história, já se fala na chegada do criador, que as criaturas seriam anjos na Terra que estão selecionando, digamos assim, os que podem vê-los. Funcionaria se não houvesse o excesso do protagonista e pouco do grupo que prega isso.

Com isso o grupo não consegue ter o elemento de vilania necessária, ou até mesmo alguém para representar e ser o rosto por trás da suposta revolução pregada nos flashbacks e nos diálogos.
Bird Box Barcelona poderia ser algo diferente e manter o sucesso do primeiro filme, mas ele é tão genérico, que queremos esquecer que a Netflix tentou alguma coisa.
Nota: 1/5
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