Corpolítica traz um relato político e ao mesmo tempo pessoal, de um Brasil que precisa de mudança. Confira a crítica completa.

A partir de um recorde de candidaturas LGBTQIAP+ para as câmaras municipais de todo o Brasil nas eleições de 2020, em meio a uma pandemia que já matava milhares de brasileiros, o diretor e roteirista Pedro Henrique França quis ir atrás do que motivava esse despertar político. Associou sua produtora, Representa, à do amigo, ator e produtor executivo, Marco Pigossi, e começou às vésperas daquela atípica eleição o documentário independente Corpolítica, que tem ainda coprodução da ACME.
E mesmo com uma abordagem técnica de como vemos um documentário, o roteiro do próprio diretor, traz não só a política como um elemento, mas a história pessoal de um das pessoas escolhidas.
Esse tom pessoal é pertinente, que sempre se preocupa com a humanidade, e trazer aos poucos as ideias de cada um. Com uma montagem que transita entre dois pontos, com facilidade.
O retrato de uma eleição em meio a uma pandemia, não passa despercebido, mostra-se os cuidados de uma época recente, e claro, a polarização que estávamos vivendo. O roteiro também utiliza as ideias dos candidatos para trazer os problemas que vivemos recentemente.

Os elementos humanos são o ponto principal aqui, a partir dele vamos transitando para a vida política, e o que os fez tentar uma vaga na política. Há uma crescente na história, mas é na diversidade de ideias e pessoas que Corpolítica busca fazer suas reclamações e principalmente, seus números alarmantes.
O documentário não possui respiros, por justamente querer abraçar muitas causas, através de sua trama principal, ele consegue com algum sucesso, já que a sua mensagem está clara e pautada, porém poderia ter alguns pontos de leveza, para ajudar na compreensão.
O retrato recente do Brasil está retratado aqui, de pessoas que se sentem à margem da sociedade, e a política é uma forma de dar voz a elas. Por isso, as escolhas destes seis candidatos às eleições municipais de 2020, trouxe a importância da representatividade LGBTQIA+ em cargos políticos.
Por ser fixo em uma parte do tempo, digamos assim, vemos uma visão de passado, mas os atos finais sabem dar a sensação de continuidade, e que podemos sentir que há uma semente plantada para um novo começo, já que eles sabem da importância que tem seus atos e escolhas.
Corpolítica entende a história que quer contar, como contar e usar seus personagens para escancarar o Brasil que precisa de mudança.
Nota: 3/5
Contato: naoparecemaseserio@gmail.com
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