Um Samurai em São Paulo mostra que as relações entre professor e aluno, vão além dos ensinamentos do karatê. Confira a crítica completa.
Ao praticar karatê a diretora Débora Mamber Czeresnia encontrou Taketo Okuda o sensei (mestre) e ao conhecê-lo melhor, percebeu que uma história inicialmente cordial, era mais próxima a ela do que imaginado.
O tom pessoal que ela imprime na história, parte de vários lugares, seja da relação de Takedo com o seu país, com a luta, mas principalmente de revelar de como os suas famílias viram no Brasil um local de refúgio.
Este tom se mantém, mas há uma preocupação didática em explicar, principalmente o passado do seu personagem.
As imagens de arquivo com a sua narração, é linear e segura, sem se apressar. Mesmo que ela não surpreenda tecnicamente, ela tem a consciência de que quanto mais detalhes forem apresentados, melhor.

A sobreposição de passado com a prática e karatê do seu sensei, fala mais da personalidade de seu mestre, do que uma entrevista com plano e contra plano comum em um filme como esse.
Mesmo com um personagem humano, a diretora traz sua vida para trabalhar a empatia com o espectador, como aquelas trombadas que a vida nos dá, sem explicações.
Ela também incorpora a filosofia do karatê, para a trama, seja nos ensinamentos aprendidos ou que este tipo de luta carrega consigo, mantendo a estrutura didática.
Um Samurai em São Paulo é um longa que sabe a força de seu personagem real, e que ele envolve, pode ser com a estrutura que esperamos, mas ainda sim, temos uma diretora segura de que história quer contar e como ela quer fazer isso.
Nota: 3/5
Contato: naoparecemaseserio@gmail.com
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