Skinamarink: Uma Canção de Ninar até inova nos aspectos técnicos, mas não utiliza isso para imergir o espectador na narrativa. Confira a crítica completa

Skinimarinki chamou a atenção da crítica e do público pelas suas escolhas técnicas para contar a sua história de terror, envolvendo duas crianças presas em casa, depois de um evento com os seus pais. E ele é realmente criativo, mas esquece do básico, envolver o espectador na sua trama, para assustá-lo de verdade.
A fotografia escolhida pelo diretor, usando tons rosas, azuis e roxos, além de imagens filmadas na ausência de luz, são interessantes em seu início, por justamente unir dois elementos importantes, os enquadramentos isolados e as crianças fora dos planos principais, seu primeiro ato é para justamente nos acostumarmos com isso.
E quando entendemos a proposta do filme, é quando percebemos que Skinimarinki, não tem o básico em um filme de terror como este, a capacidade de colocar o espectador na trama, e o deixá-lo assustado com o que vê ou que está por vir, como Hereditário (2018) e A Bruxa (2015) fazem sem precisar de jump scares.
O terror em si demora tanto para enfim começar, que começamos a reparar como os planos se repetem, e as crianças demoram a reagir com que as rodeiam, seja para responder a voz misteriosa ou pela falta de sangue.

E este não crescimento pelos atos, faz do filme, uma experiência negativa e cansativa, por não evoluir na trama que promete ao enfim mostrar a voz que comanda tudo na casa.
O longa até mostra que não precisa de violência ou sangue para sua trama principal, e ele é bem sucedido nisso aqui, temos poucos elementos e usados em trocas de ato e bem espalhados pela história, ou proposital, ou pensando em uma audiência mais jovem.
A ameaça é como esperamos, com uma voz inicialmente que vai se desenvolvendo conforme as crianças aceitam seus comandos. Funciona inicialmente, por justamente se pensar em comandos para ganhar sua confiança ou algo que faça sentido para a trama principal, há até um escalonamento de atitudes, mas nada que chame a atenção.
Além das escolhas de cores, o filme tem um aspecto antigo, como as fitas de VHS, como se flertasse com o found footage do terror e um aspecto mais ‘velho’ para a trama, já que não conseguimos perceber em que década ele pode ocorrer. Novamente, ele acerta na técnica.

Se entende, e até faz sentido, a atenção que Skinimarinki recebeu, por ser diferente na técnica e como vemos a história, mas ao assistirmos, vemos que o hype criado não traz um bom filme consigo.
Você até pode se impressionar com o longa inicialmente, mas ao se acostumar com ele, o filme pouco irá te agradar no final da sessão, mas ao menos nos mostra que há pessoas tentando por aí.
Nota: 2/5
Contato: naoparecemaseserio@gmail.com
Me acompanhe nas redes sociais e canal Youtube / Instagram / Facebook / Tiktok