“São pessoas livres, que decidem abrir suas relações. São universos que o maior estudo é observar o ser humano sem preconceitos ou interrogações, apenas ser eles” diz Bárbara Paz em entrevista do filme A Porta Ao Lado que estreia dia 09 de março nos cinemas.

Com uma temática que aborda os limites de um relacionamento, fidelidade, traição, amor e paixão, o filme traz a história do encontro dos casais Rafa (Dan Ferreira) e Mari (Letícia Colin), que vive um casamento monogâmico e estável, e Fred (Túlio Starling) e Isis (Bárbara Paz), que mantém uma relação aberta. A proximidade com os novos vizinhos desperta em Mari uma série de desejos e dúvidas, e o encontro dos quatro faz com que todos repensem suas escolhas.
Eu conversei com a atriz Bárbara Paz que faz Isis, casada com Fred (Túlio Starling), onde eles mantém um relacionamento aberto.
Bruno Cunha: Lidar com uma personagem com tanta liberdade, sempre aberta a tantas possibilidades, acaba sendo um desafio a mais?
Bárbara Paz: Sou uma pessoa muito diferente de Isis. Gosto de ser dois. Acasalar. Sou monogâmica e acredito na lealdade de uma relação, dessa amizade e cumplicidade que o amor traz. Mas minha cabeça é muito livre, aceito e respeito todos os tipos de relações. Só não confundo meus personagens com quem sou. O filme se torna um desafio no momento que você entende que é um reflexo de uma sociedade contemporânea. O filme para mim é uma pergunta, não uma resposta.
Bruno Cunha: Referente a forma que a sua personagem entende um relacionamento, requer alguma preparação diferente? Ou é mais fácil deixar fluir, com o parceiro de cena
Bárbara Paz: Essa personagem tem em todos os lugares. São pessoas livres, que decidem abrir suas relações. São universos que o maior estudo é observar o ser humano sem preconceitos ou interrogações, apenas ser eles.
Bruno Cunha: E mesmo com tudo com que ela vive no filme, ela sempre é decidida, entende o que quer e como quer, essa força te chamou a atenção de alguma forma na composição da personagem?
Bárbara Paz: Isis é uma mulher com personalidade, segura, dona do seu corpo e de sua vida. Para ela, relações são parcerias. “O ser humano se corrompe no desejo. É aqui o grande desafio”. Quanto vale abrir uma relação? Essa é a pergunta.