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| O Preço da Verdade – Dark Waters | Crítica

Confira a crítica de O Preço da Verdade – Dark Waters


O Preço da Verdade – Dark Waters é um filme, dirigido por Todd Haynes (Carol) e roteirizado por Mario Correa e Matthew Michael Carnaha (Crime Sem Saída). A história é baseada no artigo de 2016 “O advogado que se tornou o pior pesadelo da DuPont” (Link para ler o artigo, em inglês), de Nathaniel Rich, publicado na The New York Times Magazine falando sobre a poluição intencional da empresa em um local que levou dezenas de pessoas próximas a casos graves de câncer.

Trazer este artigo para a telona, é necessário estômago, pois falamos de casos graves de poluição onde a empresa sabe exatamente o que está fazendo para não ser processada e por consequência não ser processada por pessoas é um assunto delicado, por isso a história deve ser sóbria e ao mesmo tempo apontar os dedo para os incorretos sem deixar sombra para dúvidas, Preço da Verdade tem isso, sendo um ótimo exemplo de adaptação.

Mark Ruffalo (Vingadores: Ultimato) grande defensor da causa ambiental, faz Rob Bilott um advogado que tem uma carreira sólida dentro de uma empresa do ramo, mas tem seu mundo transformado ao receber o caso por um amigo de sua vó. Ao entender a gravidade do caso e como ele pode ajudar as pessoas torna-se sua obsessão.

Mark Ruffalo (Rob Bilott) em cena
Foto: Divulgação

E os atos são justamente para mostrar de como Rob mergulha no caso DuPont, ele quer buscar justiça e que os responsáveis sejam punidos. O roteiro sabe explorar isso, de como quando nos dedicamos em um projeto, mais nada importa. Isso é principal ganho do filme para mostrar o advogado fora do ambiente de trabalho.

A esposa de Rob, Sarah (Anne Hathaway) é este contraponto, a mulher que sabe apoiar o marido em sua cruzada, mas sabe como trazê-lo para a realidade quando preciso. Claro, que isso é diluído pelo filme, o que atrapalha a interpretação de Anne, porém ela continua sendo um dos destaques do filme, além de Ruffalo.

A grande virtude do filme, além de mostrar a verdade, é trazer uma narrativa carregada de realidade, incorporando na história de como grandes empresas que lucram valores absurdos por anos, ficam muitas vezes acima do que consideramos razoável, mudando o rumo da história quando necessário.

Mark Ruffalo (Rob Bilott) e Anne Hathaway (Sarah) em cena 
Foto: Divulgação

Mark traz muito carisma a Rob, algo que ele já fez no filme Spotlight: Segredos Revelados (2016), que percebe-se até mesmo os diversos níveis de stress que o protagonista passa durante todo o processo e todo o terror psicológico que um grande caso como este pode causar ao ser humano.

O fato de o filme trazer uma história ‘não tão nova’ não é um problema aqui, ele aborda outros pontos do artigo, mantendo boa parte da história contada no texto original adaptada no filme, deixando claro que Rob está como o próprio filme diz em um momento ‘ainda aqui’.

Nota: 4/5.

Saldo: Filme seríssimo.

Instagram: @npmes

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