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| A Rosa Azul de Novalis | Crítica

Confira a crítica de A Rosa Azul de Novalis






O novo filme de Gustavo Vinagre (Lembro Mais de Corvos) traz Marcelo é um dândi na faixa dos seus 40 anos que possui uma memória fora do comum. Ele é capaz de reviver memórias familiares distantes com perfeição e diz recordar de suas vidas passada detalhadamente: em uma delas, ele foi Novalis, um poeta alemão que perseguia uma rosa azul incessantemente. No entanto, Marcelo ainda não descobriu o que persegue em sua existência atual.

Em mais um filme com temática Lgbtqia+ Gustavo mantém sua assinatura ao fazer um filme onde ele conversa com o seu protagonista, mas dessa vez ele usa mais imagens e closes mais fechados para dramatizar as cenas.

Marcelo Diorio, que faz o protagonista além de ser um dos responsáveis pelo roteiro junto com o diretor faz uma performance dura, pesada, mas excelente. A narrativa mostrada quebra a quarta parede diversas vezes, mas são todas ‘tabus’ para conversar sobre temas que quase não vemos nos cinemas.

Marcelo Diorio em cena
Foto: Divulgação – Vitrine Filmes


O filme tem uma linha temporal crescente e bem explorada, somos apresentados nos primeiros atos a um personagem estranho, mas conforme as conversas com a câmera ocorrem entendemos persona de Marcelo, como a infância abusiva, as relações familiares e sua homossexualidade.

A história contada aqui tem uma temática tragicômica, pois mistura cenas de diversos tons, com planos sequência que usam muito bem o protagonista e suas performances corporais em cenas explicitas e carregadas de simbolismos. O próprio título do filme já um exemplo

O problema do filme acaba sendo justamente por ao trabalhar estes simbolismos, ele opte por cenas fortes, o que pode prejudicar o entendimento de uma plateia que não espera por ela. Este excesso em alguns momentos não é justificado, principalmente nos atos finais.

Marcelo Diorio em cena

Foto: Divulgação – Vitrine Filmes


Essa mão pesada é que mais prejudica o bom filme dos primeiros atos, antes o sexo ou depoimentos são a base narrativa e pequenos cortes são feitos para dar sequência, o que é espero em um filme dessa produtora, mas nos atos finais eles não condizem com o que já foi mostrado, ficando uma pequena sensação no ar de qual mensagem elas querem passar ao espectador.

Mesmo com esse final que desliza, o filme consegue abordar os temas que ele sugere no início sem precisar daquelas cenas normais sobre o assunto, ele traz novas ideias sobre os assuntos, pena que fica perde essa ideia em alguns momentos.

Nota: 3/5

Saldo: Filme sério, mas possui alguns exageros.

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